A persistência de precipitações volumosas sobre as principais bacias canavieiras do Centro-Sul brasileiro segue impondo entraves operacionais ao ritmo da colheita e do processamento fabril. A umidade excessiva nas lavouras inviabiliza o tráfego regular de colhedoras e caminhões pesados, paralisando frentes de corte e restringindo a entrada contínua de biomassa nas indústrias. Como consequência direta do menor fluxo de moagem, a fabricação de derivados recuou, assegurando suporte altista às cotações domésticas do açúcar cristal branco, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).
O descompasso logístico motivou consultorias e agentes setoriais a recalcularem para baixo as estimativas de volume para o ciclo 2026/27 na região Centro-Sul. O encurtamento da janela útil de corte, somado à diluição pontual dos teores de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) decorrente do excesso de água nas plantas, limita o rendimento industrial por hectare colhido.
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Segundo os analistas de mercado do Cepea, a perspectiva para os próximos meses permanece pautada pela rigidez na disponibilidade física do adoçante. Com estoques de passagem mais enxutos e o processamento industrial travado pelas condições meteorológicas, a oferta direcionada ao mercado interno continuará comprimida, criando sustentação contínua para os patamares de preços negociados tanto no spot quanto nos contratos de entrega futura.
