As cotações do açúcar cristal branco registraram ligeira elevação no mercado spot do estado de São Paulo, dando continuidade à trajetória de valorização gradual verificada desde o final de julho. Contudo, o fôlego altista no balcão doméstico tem sido contido pelo comportamento das variáveis financeiras, conforme aponta levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.
De acordo com os pesquisadores do Cepea, a depreciação do dólar frente ao real exerceu um efeito dúbio sobre a formação de preços da commodity. Por um lado, ao enfraquecer o poder de atratividade das receitas convertidas em moeda nacional, a moeda norte-americana mais baixa comprimiu a rentabilidade do exportador e reduziu o estímulo para direcionar novos lotes ao mercado internacional. Por outro, essa mesma retenção parcial da oferta brasileira no fluxo de embarques serviu como âncora de suporte para sustentar os contratos futuros negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures).
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No balanço das usinas para o comércio doméstico, porém, o impacto acabou se mostrando neutro. Como os ganhos apurados em Nova York não foram suficientes para superar o desconto cambial e elevar a paridade de exportação, a alta externa não se traduziu em impulsos concretos para elevar com maior vigor os valores pedidos pelas usinas nas negociações de pronta entrega no interior paulista.
