O mercado internacional de soja iniciou a semana em valorização na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), dando continuidade à trajetória de recuperação iniciada na semana anterior, quando o grão acumulou valorização próxima de 2%. De acordo com boletim informativo da Granoeste Corretora, o contrato com vencimento em setembro operava na manhã desta segunda-feira com ganhos de cerca de 5 pontos, cotado a US$ 11,83 por bushel.
O suporte altista nos Estados Unidos reflete a combinação entre a demanda aquecida da China — que segue acima das expectativas do mercado — e o ritmo acelerado de esmagamento pelas indústrias norte-americanas.
Demanda global firme e estoques em queda sustentam preços da soja
Exportações de MS atingem US$ 1,26 bi em julho com força da soja e celulose
No campo agronômico, a safra norte-americana ingressa na reta final de desenvolvimento. Após as ondas de calor intenso registradas em julho, o clima apresentou melhoras recentes, embora perdas pontuais de produtividade ainda não estejam completamente descartadas pelos analistas, mesmo diante da revisão altista da área plantada divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Mercado brasileiro: cautela do produtor segura a oferta e sustenta prêmios
No cenário doméstico, a Granoeste Corretora aponta que o mercado físico opera com oferta restrita no disponível (spot), a despeito dos volumes expressivos ainda armazenados no país. Os agricultores brasileiros mantêm postura de forte cautela e concentram as atenções em uma série de variáveis determinantes: o desfecho da colheita nos Estados Unidos, as definições do calendário eleitoral no Brasil, o risco de atraso no retorno regular das chuvas nas regiões centrais para o início do plantio da safra 2026/27 e a transição para o período de entressafra nacional.
Essa postura defensiva do campo mantém os prêmios de exportação sustentados nos principais portos brasileiros. Conforme o levantamento da corretora, os prêmios são indicados nos seguintes patamares:
Disponível (spot): entre +155 e +170 pontos sobre Chicago;
Outubro/2026: entre +150 e +165 pontos;
Novembro/2026: entre +155 e +175 pontos.
No mercado disponível paranaense, as indicações de compra no Oeste do Paraná oscilam na faixa de R$ 140,00 a R$ 142,00 por saca, enquanto no Porto de Paranaguá os valores balcão são cotados entre R$ 152,00 e R$ 154,00 por saca. As variações de preço dependem do prazo de pagamento acordado (prazos mais curtos ou alongados), bem como do local de retirada e da janela programada para embarque no interior.
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