Os contratos futuros do milho operam com discretos ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira, cotados ao redor de US$ 5,02 por bushel no vencimento dezembro. De acordo com o boletim da Granoeste Corretora, o movimento representa uma tentativa técnica de recuperação após o tombo expressivo registrado na sessão anterior, quando as cotações derreteram entre 19 e 21 centavos — queda de aproximadamente 4% nas posições mais próximas —, arrastando para baixo outros complexos de commodities agrícolas.
O choque baixista foi disparado pela divulgação do relatório trimestral de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou números consideravelmente acima das estimativas do mercado financeiro. Conforme o levantamento oficial, na virada da safra 2025/2026 para 2026/2027, em 1º de setembro, os estoques físicos de milho nos Estados Unidos somavam 53,2 milhões de toneladas. O volume superou amplamente as 48,7 milhões de toneladas projetadas por analistas e superou com folga as 42,2 milhões de toneladas apuradas em igual período do ano anterior.
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Para balancear parcialmente os números, o órgão norte-americano promoveu um pequeno corte na estimativa da produção passada devido a um ajuste na área semeada. Com produtividade mantida, a colheita do ciclo anterior foi recalculada em 430,9 milhões de toneladas, redução de 1,45 milhão de toneladas frente às 432,4 milhões de toneladas estimadas antes. Conforme destaca a Granoeste, os operadores globais monitoram o avanço das colhedoras no Meio-Oeste americano, favorecido pela previsão de tempo mais seco nos próximos dias.
Na Bolsa brasileira (B3), os contratos futuros trabalham perto da estabilidade nesta manhã. O contrato novembro opera cotado a R$ 72,15 por saca (após fechar a R$ 72,03 na véspera), enquanto o vencimento janeiro de 2027 oscila em R$ 76,35 por saca (contra R$ 76,50 do pregão anterior). O dólar comercial opera estável a R$ 5,17, praticamente em linha com os R$ 5,173 do último fechamento.
No ambiente físico doméstico, os produtores rurais concentram suas atenções e maquinários nos trabalhos de implantação da safra de verão 2026/2027 de milho e soja. A vigilância sobre os mapas meteorológicos segue rigorosa, sobretudo diante da consolidação de um padrão forte de El Niño sobre o continente sul-americano.
No balcão do interior, as indicações de compra no oeste do Paraná situam-se no intervalo de R$ 63,00 a R$ 65,00 por saca. Já para a entrega no Porto de Paranaguá, as propostas oscilam na faixa de R$ 69,00 a R$ 71,00 por saca, com os valores finais dependendo dos prazos de liquidação e, nas praças internas, da distância e logística de cada lote.
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