O mercado futuro da soja opera em terreno positivo no intervalo das negociações desta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), segundo dados de acompanhamento da Granoeste Corretora. As posições exibem valorização em torno de seis pontos, cotadas a US$ 12,94 por bushel. O movimento configura um ajuste técnico após as fortes perdas verificadas na sessão anterior, quando as primeiras posições de entrega cederam entre 26 e 31 centavos de dólar. A pressão no início da semana decorreu da ausência de anúncios expressivos de compras por parte de importadores após a reunião entre as lideranças dos Estados Unidos e da China.
Ainda conforme aponta a Granoeste Corretora, os fundamentos de oferta e demanda atuam para sustentar as cotações nas imediações do patamar psicológico de US$ 13,00 por bushel. Além de monitorarem as projeções climáticas de médio e longo prazo sob influência do fenômeno El Niño, os investidores adotam cautela à espera do relatório trimestral de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), programado para divulgação nesta quarta-feira. O mercado estima um volume estocado de 8,80 milhões de toneladas na posição de 1º de setembro, virada de ciclo comercial, ante 8,85 milhões de toneladas registradas em igual período do ano anterior.
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Nas lavouras norte-americanas, as precipitações recentes reduziram o ritmo da colheita. Os dados oficiais do USDA apontam que os trabalhos de campo atingiram 17% da área estimada, número ligeiramente abaixo dos 18% colhidos no mesmo intervalo de 2025 e em linha com a média histórica de 17%. O levantamento manteve a classificação das lavouras em condições boas ou excelentes em 58%, índice estável na semana, mas inferior aos 62% apurados no ciclo correspondente de 2025.
Plantio avança e produtor brasileiro segura vendas no físico
No cenário nacional, o início dos trabalhos de semeadura mantém ritmo favorável. De acordo com boletim da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio da safra brasileira alcançou 3,9% da área prevista, posicionando-se à frente dos 3,5% apurados em igual período da safra anterior e superando a média histórica de cinco anos, de 3,6%.
No mercado físico interno, a comercialização registra baixa liquidez e pouca oferta disponível. Os agricultores priorizam a condução operacional do plantio nas propriedades e acompanham o comportamento das cotações em Chicago, sustentando a expectativa de valorizações mais expressivas com o estreitamento da entressafra.
A precificação nos portos mantém prêmios de exportação indicados no mercado à vista (spot) entre 125 e 140 pontos sobre Chicago; para embarques em novembro, os referenciais variam entre 135 e 155 pontos, enquanto o posicionamento para dezembro oscila de 125 a 150 pontos.
No interior paranaense, as cotações de compra no oeste do estado operam na faixa de R$ 152,00 a R$ 154,00 por saca. No Porto de Paranaguá, as indicações orbitam entre R$ 161,00 e R$ 163,00 por saca, com variações atreladas aos prazos de pagamento, locais de retirada e datas de entrega física.
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