O deslocamento de uma frente fria associada ao afastamento gradual de um ciclone extratropical para o oceano vai mudar o padrão meteorológico sobre o Centro-Sul do país nesta quarta-feira (30/09), segundo previsão da Climatempo. A formação do sistema frontal organiza linhas de instabilidade que provocam pancadas fortes, rajadas de vento de até 70 km/h e temporais localizados em áreas produtivas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de trazer acumulados significativos para o oeste da Região Norte. Em contrapartida, grande parte do interior nordestino e trechos centrais do Norte permanecem dominados por uma forte massa de ar seco e quente, com índices críticos de umidade relativa do ar.
Região Sul:
Previsão de terça tem frente fria, temporais e calor de 41°C
Previsão do fim de semana tem alerta de temporais e calor
Sexta tem calor no Centro-Sul e temporais isolados no Norte
O ciclone extratropical ruma para alto-mar, abrindo espaço para a entrada de uma massa de ar mais frio e seco pelo Rio Grande do Sul, o que estabiliza o tempo na maior parte do território gaúcho — exceção ao extremo norte do estado, onde chove fraco entre a madrugada e o início da manhã.
Em contrapartida, a chuva ganha força no Paraná e no centro-norte e oeste de Santa Catarina ao longo do dia, com trovoadas e risco de temporais severos. Os maiores acumulados de precipitação são esperados para a metade oeste paranaense. As temperaturas amenizam na faixa meridional, mas o abafamento persiste no norte do Paraná. As rajadas de vento oscilam de 40 a 50 km/h, alcançando até 70 km/h em pontos do centro-leste e norte catarinense.
Região Sudeste:
A frente fria avança pelo litoral paulista e encontra uma atmosfera bastante aquecida, estimulando a convecção e o aumento da nebulosidade. Pela manhã, ocorrem pancadas isoladas no oeste e centro de São Paulo, além do sul de Minas Gerais. Da tarde para a noite, a instabilidade se espalha: o sul, sudoeste e oeste paulista ficam em alerta para temporais isolados. O extremo norte de São Paulo terá tempo mais seco.
Pancadas de chuva com intensidade moderada atingem o Triângulo Mineiro, o sul de Minas, a Zona da Mata e a maior parte do Rio de Janeiro, com risco de temporais na Serra Fluminense. Já o centro-norte mineiro e todo o Espírito Santo mantêm tempo firme. As temperaturas sofrem ligeiro declínio nas cidades litorâneas e no sul paulista, enquanto os ventos sopram entre 50 e 70 km/h em São Paulo, Rio de Janeiro e no Triângulo Mineiro.
Região Centro-Oeste:
Uma mudança drástica no tempo atinge Mato Grosso do Sul decorrente da convergência de umidade e do avanço frontal. O estado terá chuva moderada a forte desde as primeiras horas, com alerta de perigo para acumulados expressivos de chuva e granizo no sul e sudeste sul-mato-grossense.
Ao longo da tarde, a linha de instabilidade avança para o norte, alcançando o sudoeste, oeste e sul de Mato Grosso, além de atingir a porção sul de Goiás até o final do dia. No centro-norte goiano e no Distrito Federal, o padrão de ar seco e quente segue bloqueando a formação de nuvens de chuva. Ventos fortes de até 70 km/h são previstos para Mato Grosso do Sul, sul goiano e faixa sul de Mato Grosso.
Região Nordeste:
O interior nordestino segue sob o domínio de um bloqueio atmosférico, garantindo sol forte, céu claro e temperaturas muito elevadas. A umidade relativa do ar atinge níveis críticos, entre 12% e 20%, principalmente no centro-oeste da Bahia e no extremo sul do Piauí.
Apenas no litoral leste — entre o Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e a costa do Ceará — ocorrem chuvas passageiras e de fraca intensidade provocadas pelo transporte de umidade dos ventos alísios que sopram do oceano. As rajadas de vento variam de 40 a 50 km/h no interior, pontualmente chegando a 70 km/h no semiárido.
Região Norte:
O calor associado à abundante oferta de vapor dágua gera nuvens carregadas sobre o oeste da Amazônia. Pancadas fortes com trovoadas e temporais isolados ocorrem no Acre, em Rondônia, em praticamente todo o Amazonas, em Roraima e no noroeste do Pará.
Por outro lado, o tempo seco predomina sobre o Tocantins, a maior parte do Pará e no Amapá. O estado do Tocantins enfrenta índices severos de ar seco, com umidade relativa variando entre 21% e 30% nas horas mais quentes da tarde, exigindo atenção redobrada quanto ao risco de focos de queimada.
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