O mercado futuro do milho opera em terreno positivo na manhã desta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), registrando valorização de cerca de três centavos de dólar no contrato para dezembro, negociado a US$ 5,26 por bushel, segundo levantamento da Granoeste Corretora. O movimento representa uma recuperação técnica após a sessão anterior fechar com perdas entre quatro e cinco pontos, refletindo a frustração dos agentes diante da falta de avanços expressivos nos acordos agrícolas bilaterais entre os governos dos Estados Unidos e da China.
Na B3, a bolsa brasileira, o cereal também acompanha a tendência de alta. O contrato com vencimento em novembro trabalha cotado a R$ 74,65 por saca, ante o fechamento prévio de R$ 74,43, enquanto a posição para janeiro de 2027 opera a R$ 78,85 por saca, frente aos R$ 78,56 do dia anterior. No mercado cambial, o dólar comercial opera em leve baixa nesta terça-feira, cotado a R$ 5,20, após ter encerrado a sessão anterior em R$ 5,225.
Soja opera em alta em Chicago e mira relatório do USDA
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De acordo com a análise da Granoeste Corretora, a reação em Chicago encontra suporte pontual em entraves climáticos que reduzem o ritmo das máquinas no cinturão produtor norte-americano. Os dados semanais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam que a colheita no país alcançou 18% da área, taxa idêntica à média histórica e ligeiramente superior aos 17% do mesmo intervalo de 2025. O órgão manteve a avaliação de qualidade das lavouras inalterada na semana, com 57% das áreas em condições boas ou excelentes, patamar distante dos 66% registrados no mesmo período do ano anterior.
Paralelamente, o mercado posiciona-se para a divulgação do relatório trimestral de estoques do USDA, marcado para esta quarta-feira. A expectativa média do mercado aponta para 48,9 milhões de toneladas em estoque no marco de 1º de setembro — virada do ciclo comercial 2025/26 para 2026/27 —, volume bem acima dos 39,4 milhões de toneladas apurados no mesmo corte do ciclo passado.
Cenário no Brasil: Plantio de verão acelerado e postura defensiva no físico
Nas lavouras brasileiras, os trabalhos de campo avançam com bom ritmo. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que o plantio do milho verão 2026/27 já atingiu 29,5% da área total estimada. O índice supera os 26,7% registrados no mesmo ponto de 2025 e fica bem acima da média histórica para o período, consolidada em 24,5%.
No balcão interno, os produtores rurais mantêm postura cautelosa e dosam a oferta de lotes. As atenções do setor estão concentradas na semeadura da nova safra e no monitoramento rigoroso dos mapas meteorológicos, diante das incertezas trazidas pelo padrão climático de forte El Niño. Ao mesmo tempo, o agricultor prefere aguardar uma valorização mais expressiva com o estreitamento da entressafra.
Nas praças de comercialização do interior, as indicações de compra no oeste do Paraná oscilam entre R$ 64,00 e R$ 65,00 por saca. Para entregas com destino ao Porto de Paranaguá, os valores de referência variam na faixa de R$ 72,00 a R$ 74,00 por saca, a depender das condições de pagamento e da localização geográfica para carregamento dos lotes.
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