Os contratos futuros da soja operam em terreno negativo, registrando perdas moderadas entre 2 e 3 pontos na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira, cotados ao redor de US$ 12,91 por bushel no vencimento novembro. Conforme apontado no boletim matinal da Granoeste Corretora, o movimento dá continuidade à reversão observada na sessão anterior, quando o mercado chegou a avançar 15 pontos, mas acabou cedendo de 3 a 4 pontos após a divulgação do relatório trimestral de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O levantamento oficial do USDA indicou estoques físicos de soja de 8,57 milhões de toneladas em solo norte-americano na posição de 1º de setembro — marco da virada de temporada —, volume abaixo dos 8,85 milhões de toneladas registrados em igual período do ciclo anterior e ligeiramente inferior às projeções do mercado. Contudo, o corte na oleaginosa foi ofuscado pelo expressivo aumento nos estoques de milho nos Estados Unidos, fator determinante para puxar as cotações de grãos para baixo.
Milho recupera perdas em Chicago e sobe na B3 nesta terça
Soja opera em alta em Chicago e mira relatório do USDA
Superadas as acomodações do relatório, os analistas da Granoeste destacam que a atenção internacional volta-se para o apetite das tradings chinesas pela safra norte-americana e para o ritmo dos trabalhos no Meio-Oeste. A colheita nos EUA alcançou 17% da área no último fim de semana, levemente atrás dos 18% colhidos no mesmo período de 2025, mas as previsões meteorológicas indicam melhora do tempo e aceleração das máquinas nos próximos dias.
No cenário doméstico, a comercialização segue com liquidez restrita e oferta retraída. O produtor brasileiro mantém o foco operacional voltado à abertura e avanço do plantio da safra nova, monitorando o clima sob forte influência do fenômeno El Niño e retendo os lotes remanescentes na expectativa de valorizações mais consistentes com o aprofundamento da entressafra.
A estrutura de prêmios de exportação nos portos nacionais mantém-se sustentada: as indicações no mercado spot situam-se na faixa de 125 a 140 pontos. Para novembro, os prêmios oscilam entre 130 e 155 pontos, mantendo-se no patamar de 130 a 150 pontos para os embarques de dezembro.
No balcão físico, as cotações nominais de compra no oeste do Paraná trabalham entre R$ 152,00 e R$ 154,00 por saca. Já no Porto de Paranaguá, as indicações orbitam a faixa de R$ 160,00 a R$ 162,00 por saca, com variações atreladas aos prazos de liquidação financeira e, no interior, às condições logísticas de embarque e entrega.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
