O deslocamento de uma frente fria intensifica as áreas de instabilidade sobre a Região Sudeste e espalha chuvas volumosas pelo Centro-Oeste e trechos do Norte nesta sexta-feira (02/10), enquanto uma massa de ar frio e seco garante tempo firme e risco de geada pontual nos estados do Sul, de acordo com a previsão do tempo da Climatempo. Ao mesmo tempo em que núcleos convectivos quebram o bloqueio seco no Tocantins e em Goiás, grande parte do interior nordestino segue sob a influência de um padrão com baixos índices de umidade e temperaturas elevadas.
Região Sul: Alta pressão traz tempo aberto e risco de geada pontual
Frente fria traz temporais ao Centro-Sul nesta quarta-feira
Previsão de terça tem frente fria, temporais e calor de 41°C
Após a sequência de tempestades observadas nos primeiros dias da semana, o Sul volta a registrar tempo estável com o afastamento definitivo da frente fria e do centro de baixa pressão para alto-mar. Sob o domínio de uma massa de ar seco de alta pressão, os três estados terão sol e variação de nebulosidade. Precipitações isoladas, de intensidade fraca a moderada, ficam restritas ao litoral do Paraná e de Santa Catarina.
As temperaturas da tarde serão amenas em quase toda a região, sobretudo no leste e na metade sul gaúcha. O ar frio remanescente derruba os termômetros ao amanhecer, mantendo o risco de geada fraca e localizada na Campanha, nas cotas mais altas da fronteira com o Uruguai e nas serras catarinense e gaúcha.
Região Sudeste: Alerta de perigo para acumulados altos em RJ, ES e MG
O eixo mais ativo do sistema frontal atua diretamente sobre o Sudeste. As condições de maior atenção concentram-se no eixo que abrange o norte do Rio de Janeiro, o sul do Espírito Santo e o Vale do Rio Doce em Minas Gerais, onde há risco elevado de chuva volumosa com situação de perigo para alagamentos e transtornos operacionais.
No estado de São Paulo, as precipitações perdem intensidade no oeste e sul, mas persistem com céu encoberto e chuva fraca a moderada na faixa leste, capital, litoral e Vale do Paraíba. Em território mineiro, Belo Horizonte, Zona da Mata, Triângulo, sul e centro do estado enfrentam pancadas frequentes desde cedo, enquanto o norte mineiro e o Jequitinhonha encontram maior resistência do ar seco. No Espírito Santo, o tempo fecha com precipitações mais fortes no centro-sul. As máximas declinam na maior parte do Sudeste, exceto no extremo oeste paulista, e rajadas de vento podem chegar a 70 km/h no noroeste de Minas Gerais.
Região Centro-Oeste: Retorno da umidade destrava temporais em Goiás e MT
A circulação atmosférica pós-frontal reorganiza o canal de umidade tropical, espalhando pancadas moderadas a fortes pelo Centro-Oeste. O tempo fecha com chuvas frequentes no centro-leste e norte de Mato Grosso, além de atingir o oeste, centro e sul goianos. O Distrito Federal também passa a integrar a rota das precipitações, quebrando o período de estiagem severa.
O risco de temporais com descargas elétricas e granizo pontual eleva-se no sul, oeste e nordeste de Goiás, além do centro, norte e sudeste de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul, a instabilidade atinge o norte, leste e a região central, enquanto a metade oeste e sul do estado volta a ter tempo aberto e rápida elevação das temperaturas diurnas. No norte de Goiás e no leste mato-grossense, os ventos podem soprar com rajadas de até 70 km/h.
Região Nordeste: Ar seco domina semiárido e chuvas isoladas surgem a oeste
O interior nordestino continua sob o predomínio de uma massa de ar quente e seco, com níveis de umidade relativa oscilando perigosamente entre 12% e 20% no sudoeste e em áreas centrais da Bahia.
Contudo, a aproximação de instabilidades associadas à frente fria no Sudeste estimula umidade no oeste baiano e no extremo sul do Maranhão e do Piauí, permitindo pancadas isoladas de chuva. Pelo litoral leste, do Ceará até Alagoas, a brisa oceânica provoca chuva fraca, passageira e restrita às primeiras horas da manhã. O vento mantém intensidade constante na região, com rajadas variando de 40 a 50 km/h.
Região Norte: Chuva quebra calor no Tocantins e temporais cobrem a Amazônia
A convecção tropical se restabelece sobre grande parte da Região Norte. O destaque da sexta-feira é a volta das pancadas de chuva ao Tocantins — incluindo a região de Palmas — e ao centro-sul do Pará, interrompendo a sequência de calor extremo e baixa umidade do ar.
No oeste amazônico, o aporte massivo de vapor dágua combinado às altas temperaturas mantém a ocorrência diária de temporais isolados no Acre, em Rondônia, em Roraima e na quase totalidade do estado do Amazonas. O risco de tempestades mais severas concentra-se no oeste do Amazonas, Acre, sudeste paraense e oeste tocantinense, persistindo o tempo mais firme apenas na faixa norte do Pará e no Amapá.
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