A comercialização do algodão em pluma manteve um ritmo lento no mercado doméstico ao longo dos últimos dias, com a maior parte dos participantes concentrada na execução e no cumprimento das entregas de contratos a termo previamente firmados, principalmente com destino à exportação. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), esse ambiente de baixa liquidez mantém os preços no mercado físico disponível (spot) oscilando em um intervalo estreito, consolidado entre R$ 4,19 e R$ 4,22 por libra-peso.
De acordo com os pesquisadores do Cepea, o compasso de espera decorre de um equilíbrio defensivo entre a ponta compradora e a vendedora. Pelo lado da demanda, as indústrias de fiação e manufatura adquirem matéria-prima pontualmente, cobrindo apenas as necessidades mais imediatas de escala fabril ou fazendo ofertas em patamares inferiores, reflexo direto do escoamento moderado de produtos manufaturados no atacado e no varejo têxtil.
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Por outro lado, os cotonicultores e as tradings demonstram baixa urgência em negociar novos lotes no balcão à vista. Amparados pelo fluxo financeiro e pela liquidez obtida com as programações contratuais acordadas anteriormente para o mercado externo, os vendedores mantêm uma postura firme nas pedidas, recusando os descontos solicitados pelas indústrias e preferindo dosar a oferta à espera de melhores janelas de precificação.
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