As cotações do complexo soja registraram valorização no mercado doméstico, impulsionadas pelo aumento da concorrência entre indústrias processadoras locais e tradings voltadas à exportação. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a dinâmica de comercialização foi diretamente favorecida pelo avanço do dólar frente ao real, fator que amplia a competitividade da soja brasileira nos portos e melhora a paridade de exportação.
Estoques globais atingem menor patamar em três safras
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O aperto no balanço global entre oferta e demanda tem sido o principal vetor de sustentação das cotações. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), analisados pelo Cepea, apontam que a relação estoque/consumo final da safra 2025/26 deve fechar em 33,5% — o menor patamar registrado desde o ciclo 2022/23.
Esse recuo nos estoques de passagem decorre da expansão acelerada do consumo mundial e do volume expressivo de transações no comércio internacional, absorvendo com rapidez a produção disponível.
Projeções para a temporada 2026/27 indicam novo aperto
Para a safra 2026/27, as estimativas preliminares indicam um volume global de oferta ainda mais robusto; no entanto, a demanda internacional deve seguir em ritmo de expansão superior ao incremento da colheita.
Com essa dinâmica de consumo aquecido, a projeção para a relação estoque/consumo final da temporada 2026/27 recua para 32,3%, ficando abaixo do índice da temporada anterior. Para o Cepea, esse aperto estrutural nos estoques globais continuará atuando como um piso sólido de sustentação para os preços do grão, do farelo e do óleo de soja nos próximos meses.
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