As cotações do complexo soja registraram valorização no mercado doméstico, impulsionadas pelo aumento da concorrência entre indústrias processadoras locais e tradings voltadas à exportação. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a dinâmica de comercialização foi diretamente favorecida pelo avanço do dólar frente ao real, fator que amplia a competitividade da soja brasileira nos portos e melhora a paridade de exportação.
Estoques globais atingem menor patamar em três safras
Bolsa de Chicago recua com ajustes técnicos mas fundamentos seguem firmes
Produtor de MS precisa de 42 sacas por hectare para cobrir custos da soja
Soja rompe US$ 13 em Chicago no melhor patamar em quase três anos
O aperto no balanço global entre oferta e demanda tem sido o principal vetor de sustentação das cotações. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), analisados pelo Cepea, apontam que a relação estoque/consumo final da safra 2025/26 deve fechar em 33,5% — o menor patamar registrado desde o ciclo 2022/23.
Esse recuo nos estoques de passagem decorre da expansão acelerada do consumo mundial e do volume expressivo de transações no comércio internacional, absorvendo com rapidez a produção disponível.
Projeções para a temporada 2026/27 indicam novo aperto
Para a safra 2026/27, as estimativas preliminares indicam um volume global de oferta ainda mais robusto; no entanto, a demanda internacional deve seguir em ritmo de expansão superior ao incremento da colheita.
Com essa dinâmica de consumo aquecido, a projeção para a relação estoque/consumo final da temporada 2026/27 recua para 32,3%, ficando abaixo do índice da temporada anterior. Para o Cepea, esse aperto estrutural nos estoques globais continuará atuando como um piso sólido de sustentação para os preços do grão, do farelo e do óleo de soja nos próximos meses.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
