A produção brasileira de ovos destinados ao consumo comercial alcançou patamar recorde no acumulado do primeiro semestre de 2026. Segundo dados consolidados da Pesquisa da Produção de Ovos de Galinha, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume gerado pelas granjas nacionais entre janeiro e junho atingiu 2,04 bilhões de dúzias, estabelecendo a maior marca já computada para os primeiros seis meses do ano desde o início da série histórica, em 2012.
O resultado do primeiro semestre foi alavancado pela retomada do ritmo produtivo no segundo trimestre, período em que a postura diária nas granjas comerciais voltou a registrar aceleração técnica. Esse desempenho dá continuidade à trajetória contínua de ampliação do alojamento e expansão da oferta doméstica observada ao longo dos últimos ciclos da avicultura de postura.
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Em paralelo à expansão dos volumes físicos nas esteiras, o comportamento do mercado surpreendeu positivamente os avicultores:
Demanda aquecida: O consumo doméstico absorveu o fluxo crescente de produto sem gerar excedentes desvalorizados nos entrepostos;
Sustentação de preços: Levantamento conduzido por pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) revela que, mesmo diante da maior disponibilidade nas prateleiras, as cotações da proteína registraram leve avanço entre o primeiro e o segundo trimestre;
Margens preservadas: A combinação entre escoamento regular no varejo e equilíbrio nos custos de nutrição garantiu sustentação financeira para as integrações e produtores independentes.
A resposta coordenada entre o aumento do plantel produtivo e a absorção rápida pelas famílias reafirma o ovo como uma das fontes proteicas de maior tração comercial na mesa do brasileiro.
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