Os contratos futuros do milho operam em queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira, com o vencimento dezembro cotado a US$ 5,31 por bushel, registrando desvalorização de 3 pontos, segundo dados divulgados pela Granoeste Corretora. O resultado dá sequência às perdas da sessão anterior, quando as cotações recuaram entre 1 e 2 cents. A pressão vendedora reflete as projeções de tempo mais seco e favorável para as colheitadeiras no Meio-Oeste norte-americano a partir deste fim de semana, além da desvalorização do petróleo no mercado internacional, que arrefece o fôlego do setor de biocombustíveis após as fortes altas acumuladas nas últimas semanas.
Até o encerramento do último domingo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontava que os trabalhos de campo no país haviam alcançado 8% da área plantada. Na B3, a bolsa brasileira de derivativos, os contratos futuros operam em direções mistas: o vencimento novembro trabalha em leve recuo a R$ 76,15 por saca (frente ao fechamento anterior de R$ 76,25), enquanto a posição janeiro de 2027 registra valorização e sobe para R$ 80,30 por saca (contra R$ 80,15 da véspera). No mercado de câmbio, o dólar comercial opera em baixa, negociado a R$ 5,13, ante os R$ 5,152 registrados no fechamento prévio.
Milho recua em Chicago e B3 opera no vermelho nesta terça
Grãos ardidos no milho ameaçam renda e exigem manejo
Retenção no interior e indústrias estocadas desaceleram o mercado nacional
No cenário doméstico, a comercialização física do cereal segue em ritmo lento e travado em praticamente todas as praças produtoras. O levantamento da Granoeste Corretora destaca que os agricultores mantêm postura firme e ofertas comedidas, administrando as vendas na expectativa de patamares de preços mais remuneradores ao longo dos próximos meses da entressafra. Na contraparte compradora, as indústrias de ração, esmagadoras e usinas de etanol permanecem bem abastecidas no curto prazo, atuando com baixa agressividade e evitando disputas por lotes no balcão.
A formação dos preços no disponível reflete essa dinâmica cadenciada:
Oeste do Paraná: As indicações de compra mantêm-se balizadas na faixa entre R$ 63,00 e R$ 65,00 por saca, com variações atreladas à localização do armazém e às condições contratuais;
Porto de Paranaguá: As referências para exportação sustentam valores entre R$ 72,00 e R$ 73,00 por saca, dependendo dos prazos de entrega e de liquidação financeira.
A postura cautelosa dos vendedores, somada à tranquilidade dos estoques industriais, mantém os preços consolidados em patamares estáveis, enquanto o mercado físico aguarda novas definições das cotações externas e do início do plantio de verão.
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