O mercado de avicultura de postura encerra agosto operando em um cenário de alerta para a rentabilidade das granjas. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que, embora a média nominal parcial de agosto supere a registrada em julho — reflexo do fôlego nas cotações durante a primeira quinzena —, os preços da proteína continuam historicamente deprimidos.
Quando ajustados pela inflação (valores deflacionados pelo IGP-DI), o poder de compra da atividade fica evidente: a média de agosto de 2026 é a menor para o mês desde 2021 no caso dos ovos brancos e atinge o pior nível desde 2020 para os ovos vermelhos.
Demanda fraca pressiona cotações dos ovos no atacado e nas granjas
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Desaceleração de fim de mês trava liquidez
A perda de força nas cotações observada nesta segunda metade de agosto decorre diretamente do comportamento do consumo na ponta final. Com a redução do poder aquisitivo da população no encerramento do mês, o volume de compras no atacado e varejo arrefeceu, forçando granjas e distribuidores a concederem descontos para evitar o acúmulo de estoques perecíveis.
Os agentes do setor projetam que o mercado mantenha um ritmo calmo e compassado nos próximos dias. A aposta da cadeia produtiva está concentrada na virada para setembro, período marcado pela entrada da massa salarial e pela renovação da demanda em redes de supermercados, o que costuma destravar o fluxo de vendas e oferecer espaço para recomposição de preços.
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