O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Brasil foi estimado em R$ 1,403 trilhão em agosto de 2026, segundo dados apurados pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador mede o faturamento bruto obtido pela atividade primária dentro da porteira, integrando os dados de safra física e as oscilações reais de preços recebidos pelos produtores no mercado brasileiro.
A divisão da receita setorial mantém a predominância da agricultura vegetal:
Fiagros despontam como oportunidades de investimento, diz Anbima
Confaz estende corte de ICMS para máquinas agrícolas até 2028
Governo de SP apoia renegociação de dívidas do agro contra perdas
Lavouras agrícolas: Respondem por R$ 894,1 bilhões, o correspondente a 63,7% de todo o VBP nacional;
Pecuária e proteínas: Somam R$ 509,1 bilhões, respondendo por 36,3% do faturamento da porteira para dentro;
Metodologia oficial: Os dados de 2026 têm caráter preliminar e baseiam-se nos levantamentos de safras e cotações consolidados até o encerramento de agosto.
No ranking de produtos agrícolas, a soja consolida a liderança isolada com receita projetada em R$ 340,6 bilhões, fatia equivalente a 24,3% do VBP global. O milho ocupa a segunda posição, com R$ 158 bilhões (11,3%), seguido pela cana-de-açúcar, com R$ 106,3 bilhões (7,6%), e pela cafeicultura, com faturamento estimado em R$ 102,9 bilhões (7,3%).
Carne bovina lidera a pecuária e Centro-Oeste comanda as regiões
No segmento de proteína animal, a carne bovina permanece como a principal fonte de geração de riqueza nos pastos e confinamentos, somando R$ 249,2 bilhões (17,8% do VBP total). Em seguida, a avicultura de corte assegura a vice-liderança pecuária, movimentando R$ 107,4 bilhões (7,7%).
Na estratificação por regiões, o Centro-Oeste lidera o faturamento do agronegócio brasileiro, sustentado pelo peso da produção em Mato Grosso, cujo VBP está projetado em R$ 218,2 bilhões (15,6% do total do país). O Sudeste ocupa a segunda colocação regional, com protagonismo de Minas Gerais, que apresenta estimativa de R$ 166,8 bilhões (11,9%), apoiada principalmente na colheita do café, na cana-de-açúcar e na bovinocultura de corte e leite.
