A sexta-feira (18) será marcada pelo avanço de instabilidades que trazem chuva moderada a forte para o Sul e para a costa do Nordeste, em contraste com a permanência do ar seco e do calor extremo sobre o interior do país, segundo levantamento oficial elaborado pela Climatempo. Enquanto a atuação combinada de cavados atmosféricos, um sistema de baixa pressão continental e a umidade marítima organiza temporais sobre áreas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e na faixa litorânea que vai da Bahia ao Rio Grande do Norte, o Centro-Oeste e grande parte do Norte mantêm baixos índices de umidade do ar, exigindo cautela contra incêndios e atenção redobrada no manejo das primeiras áreas semeadas da safra.
Região Sul
Previsão do tempo aponta geada no Sul e chuva no Sudeste
Previsão de quarta traz geada no Sul e temporais no Sudeste
O tempo permanece estável na maior parte dos estados do Sul nas primeiras horas do dia, com predomínio de sol entre nuvens e rápida elevação térmica, principalmente no oeste gaúcho, catarinense e paranaense. A partir da tarde e ao longo da noite, as instabilidades se intensificam no oeste e sudoeste do Paraná, em áreas de Santa Catarina e na faixa norte e noroeste do Rio Grande do Sul. O avanço de um cavado em médios níveis atmosféricos associado a uma baixa pressão no interior do continente traz risco de chuva moderada a forte. Na faixa litorânea de Santa Catarina e do Paraná, o fluxo constante de umidade do mar favorece pancadas isoladas que ganham intensidade em diversos momentos.
Região Sudeste
Grande parte do interior paulista e mineiro mantém condições de tempo firme com sol, com rápida elevação térmica no Triângulo Mineiro, no norte e no oeste de Minas Gerais e nas regiões central e oeste de São Paulo. Já na faixa litorânea paulista e fluminense, no Sul de Minas e no nordeste de São Paulo, a circulação marítima gera céu com mais nuvens e precipitações de fraca a moderada intensidade, com acumulados mais elevados no sul paulista e em solo sul-mineiro. A influência de uma frente fria no oceano organiza pancadas mais fortes no Espírito Santo, no nordeste mineiro e no norte do estado do Rio de Janeiro. As temperaturas continuam mais amenas na faixa leste e litorânea de toda a região.
Região Centro-Oeste
As temperaturas elevadas predominam sobre todo o Brasil Central, com forte sensação de abafamento durante a tarde. O tempo segue predominantemente firme na maioria das áreas, mas ocorrem pancadas isoladas de chuva pela manhã na faixa central de Goiás e de Mato Grosso. Entre a tarde e a noite, o aquecimento diurno somado à umidade vinda da Região Norte espalha instabilidades sobre o oeste e sudoeste mato-grossense. Em Mato Grosso do Sul, cavados em médios níveis e ventos úmidos em baixos níveis favorecem pancadas no norte, sudoeste e sul do estado, condição que também alcança o sul goiano. A umidade relativa do ar atinge níveis de alerta entre 21% e 30% no leste de Mato Grosso e nos setores norte e oeste de Goiás.
Região Nordeste
A faixa costeira entre o sul da Bahia e o Rio Grande do Norte enfrenta aumento significativo da chuva em razão de um cavado em altitude, da umidade oceânica e de uma frente fria estacionada na altura da costa baiana. O risco de temporais com acumulados elevados é elevado entre Salvador e o sul da Bahia, com pancadas fortes pontuais em Sergipe, Alagoas e no leste de Pernambuco, além de chuvas isoladas no oeste pernambucano e sul do Ceará. Em contrapartida, o sertão e o interior nordestino mantêm sol forte, calor excessivo e índices críticos de umidade entre 12% e 20% no oeste baiano e no sul do Piauí e Maranhão. Rajadas de vento variam de 50 a 70 km/h na região, podendo alcançar até 90 km/h em pontos do oeste, norte e centro da Bahia.
Região Norte
As precipitações permanecem concentradas sobre o quadrante ocidental da região. Pancadas de chuva com intensidade de moderada a forte ocorrem entre a tarde e a noite no centro-oeste do Amazonas, no oeste de Roraima, no Acre e em Rondônia, com atenção redobrada para o norte e noroeste amazonense. No restante da Região Norte, o sol brilha forte com temperaturas elevadas. A massa de ar seco segue dominante no Tocantins e nas faixas leste e sudeste do Pará, mantendo a umidade relativa do ar entre 21% e 30% e elevando o perigo de propagação de queimadas.
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