Os contratos futuros da soja operam no intervalo da manhã desta quinta-feira com perdas pontuais na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), com o vencimento novembro cotado a US$ 13,19 por bushel, segundo informações divulgadas pela Granoeste Corretora. O movimento ocorre após a sessão de quarta-feira ter encerrado com ganhos modestos, oscilando entre 1 e 3 pontos. Mesmo diante das baixas diárias na tela internacional, as cotações encontram sólido suporte na demanda física aquecida, impulsionada principalmente pelo apetite comprador da China sobre a safra norte-americana.
O otimismo nos mercados internacionais também ganha reforço político com a reunião agendada para o encerramento da próxima semana entre os presidentes de Estados Unidos e China. O encontro diplomático reacende a expectativa de maior entendimento comercial bilateral e consequente ampliação no fluxo de exportações. Em sintonia com a movimentação, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) acaba de reportar que as vendas externas norte-americanas de soja somaram expressivas 1,70 milhão de toneladas na última semana.
Soja perde os US$ 13 em Chicago com avanço da safra dos EUA
Soja sobe leve em Chicago após relatório baixista do USDA
No Meio-Oeste dos Estados Unidos, uma frente de chuvas avança sobre importantes áreas produtoras, impondo pausas temporárias aos trabalhos de campo. Até o último domingo, o levantamento oficial indicava a colheita em 6% da área. No entanto, os mapas meteorológicos de médio prazo já apontam retorno de precipitações abaixo da média para o fim do mês, cenário que deve destravar o ritmo das colheitadeiras na reta final de setembro.
Entressafra enxuta e prêmios firmes aquecem o balcão brasileiro
No mercado físico brasileiro, os preços mantêm trajetória de firmeza e resistência. Conforme destaca a Granoeste Corretora, a chegada efetiva do período de entressafra e a retração na oferta disponível mantêm as indústrias processadoras ativas nas praças do interior. A liquidez diária, contudo, segue restrita: as negociações esbarram no descompasso entre a postura defensiva dos agricultores, que pedem valores mais altos, e as ordens de compra balizadas pelos setores esmagador e exportador.
A sustentação das cotações domésticas é referendada pela consistência dos prêmios nos portos e pelas referências regionais de compra:
Prêmios de exportação: Trabalham bem sustentados, com indicações entre 150 e 160 pontos no spot, variando de 155 a 165 pontos para o vencimento novembro e de 150 a 160 pontos na posição dezembro;
Oeste do Paraná: As indicações de compra no mercado disponível circulam entre R$ 153,00 e R$ 156,00 por saca, oscilando conforme os prazos de pagamento e a localização dos lotes;
Porto de Paranaguá: As referências para exportação sustentam patamares elevados entre R$ 162,00 e R$ 165,00 por saca, a depender das condições de liquidação financeira e janela de entrega.
O suporte conjunto das compras chinesas no exterior e a baixa disponibilidade de matéria-prima no mercado nacional mantêm o piso das cotações elevado neste fechamento de safra velha.
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