Os preços futuros do milho dão continuidade ao movimento altista na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta manhã de quarta-feira, de acordo com o boletim matinal da Granoeste Corretora. A posição para dezembro opera com ganhos de 5 pontos, cotada a US$ 5,28 por bushel, após encerrar a sessão anterior com valorizações consistentes entre 8 e 9 pontos. Na B3, a tendência positiva também se reflete: o vencimento setembro trabalha a R$ 71,70 (ante fechamento prévio de R$ 71,65) e novembro opera a R$ 77,95 (contra R$ 77,80 da véspera).
O principal pilar de sustentação para os preços internacionais é a confirmação de quebras produtivas relevantes na Europa e, especialmente, nos Estados Unidos, regiões impactadas por severas ondas de calor e estiagem durante o mês de julho. Em solo europeu, as projeções apontam uma perda de 12% a 15%, reduzindo o volume para cerca de 50,0 milhões de toneladas. Nos EUA, os dados do Crop Tour indicam uma colheita em torno de 390,0 milhões de toneladas — recuo próximo de 10% frente à temporada anterior, reflexo conjunto de menor produtividade e encolhimento de área.
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Segundo os relatórios do USDA, a deterioração da safra norte-americana é contínua: apenas 57% das áreas são classificadas em condições boas ou excelentes, patamar bem inferior aos 71% registrados no mesmo período de 2025, com 6% das lavouras já em fase de maturação.
Retenção no campo e valorização da paridade no Brasil
No mercado doméstico, as negociações físicas operam em ritmo lento em meio à reta final dos trabalhos de colheita da safrinha. De acordo com a avaliação da Granoeste, os produtores brasileiros mantêm postura retraída e evitam fixações expressivas de volume, aproveitando o repique externo nas cotações globais, que melhora a paridade de exportação e cria espaço para pedidas mais altas na comercialização física.
Esse cenário de cautela e oferta dosada dita os parâmetros de preços nas praças de negociação:
Oeste do Paraná: indicações de compra variam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca;
Porto de Paranaguá: referências de negócios situam-se na faixa de R$ 71,00 a R$ 73,00 por saca, a depender do prazo financeiro, prazos de entrega e localização dos lotes;
Câmbio: a moeda norte-americana opera em leve alta nesta manhã, negociada a R$ 5,15, após fechar o pregão anterior cotada a R$ 5,14.
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