Ao contrário da oleaginosa, o mercado internacional de milho iniciou a semana com forte reação altista na Bolsa de Chicago (CBOT), segundo o boletim diário da Granoeste Corretora. O contrato com vencimento para dezembro subiu 12 pontos (alta de 2,6%), cotado a US$ 5,20 por bushel, alcançando o melhor patamar para o cereal desde julho de 2023 — patamar que não era visto há mais de três anos.
A disparada fundamenta-se na perspectiva de aperto na oferta global em um momento de demanda internacional aquecida. Na Europa, dados do USDA apontam que a safra deste ano deve ficar em apenas 50,2 milhões de toneladas, consolidando perdas sucessivas frente às 56,8 milhões colhidas no ano passado e 59,6 milhões no ciclo retrasado.
Preço do milho avança com retração de vendedores e bolsas em alta
MT conclui colheita da 2ª safra de milho com 100% da área
Nos Estados Unidos, a avaliação final do Crop Tour indicou uma safra de 389,8 milhões de toneladas, com produtividade média de 181,2 sacas por hectare. O volume representa um corte de quase 30 milhões de toneladas (cerca de 7% a menos) frente à previsão de agosto do USDA, que estimava 418,6 milhões de toneladas e produtividade de 189,0 sc/ha, distanciando-se amplamente do recorde de 432,3 milhões de toneladas registrado no ciclo anterior.
Reta final da safrinha e vendedores mais firmes no Brasil
Na esteira do mercado externo, a B3 abriu em valorização, com o vencimento setembro operando a R$ 71,95 por saca (frente a R$ 71,30 no fechamento anterior) e o contrato novembro cotado a R$ 77,95 (ante R$ 77,18).
De acordo com a análise da Granoeste, o ritmo de negócios no mercado doméstico segue lento, mas as perspectivas de preço vão se alterando à medida que a colheita avança para a reta final e alivia a necessidade urgente de desova para abrir espaço nos armazéns. Levantamento da consultoria Safras aponta que a colheita da safrinha atingiu 82% no Centro-Sul brasileiro, ainda atrasada em relação aos 91,1% registrados no mesmo período do ano passado e à média histórica de 89%.
A alta dos preços de exportação nos portos — impulsionada pela CBOT — cria um ambiente mais favorável e leva os vendedores a subirem suas pedidas, embora muitas indústrias e consumidores ainda estejam focados no recebimento de contratos fechados previamente.
No oeste do Paraná, as indicações de compra giram entre R$ 62,00 e R$ 63,00 por saca, enquanto no Porto de Paranaguá a referência situa-se na faixa de R$ 71,00 a R$ 73,00 por saca, variando conforme prazo de pagamento e localização do lote. O câmbio abriu a sessão em estabilidade, cotado a R$ 5,14.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
