Uma decisão do governo dos Estados Unidos abriu espaço para o Brasil exportar entre 30% e 40% de uma cota temporária de 300 mil toneladas de carne bovina com tarifa zero, o que representa um volume de até 120 mil toneladas sem imposto adicional nos próximos 90 dias, conforme destaca o boletim da consultoria TF Agroeconômica.
A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, tem o objetivo de ampliar a oferta doméstica da proteína voltada à fabricação de carne moída e baratear o produto ao consumidor norte-americano em até 25%. A iniciativa ocorre em um momento de severa restrição na oferta interna dos EUA, onde o rebanho pecuário se encontra em um dos níveis mais baixos em mais de 70 anos.
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Para conter a disparada de preços, o governo norte-americano também ampliou as importações da Argentina e retomou as compras de gado vivo do México.
Expectativa da indústria frigorífica no Brasil
Atualmente, o Brasil exporta carne bovina aos Estados Unidos por meio de uma cota compartilhada com outros países. Assim que essa quantidade limite é preenchida, os embarques adicionais ficam sujeitos a uma sobretaxa extra-cota pesada de 26,4%.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que ainda aguarda as especificações oficiais sobre regras de implementação, divisões de cotas e países contemplados. Contudo, a entidade ressalta que uma eventual ampliação sem tarifas proporcionará condições muito mais competitivas de acesso ao mercado norte-americano.
De acordo com dados do setor compilados pela TF Agroeconômica, o fluxo comercial entre os dois países segue aquecido: entre janeiro e julho, o Brasil exportou 223,8 mil toneladas de carne bovina aos EUA, movimentando uma receita de US$ 1,5 bilhão.
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