A intensificação da colheita da safra de inverno provocou uma forte retração nos preços médios dos principais hortigranjeiros nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em julho. De acordo com o 8º Boletim Hortigranjeiro, divulgado nesta terça-feira (25) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), o preço da batata despencou 37,33% na média ponderada, sendo comercializada a R$ 2,97 por quilo.
O recuo atingiu nove entrepostos analisados, com as desvalorizações mais acentuadas registradas em Fortaleza/CE (-48,68%), Vitória/ES (-44,48%) e Recife/PE (-43,52%). A entrada massiva da safra fez o volume total de hortaliças movimentadas nas Ceasas crescer 11,1% no comparativo mensal.
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Seguindo o movimento de baixa, as cotações do tomate caíram 39% na média ponderada, impulsionadas pelo maior pico de oferta do ano (+19,3% frente a junho). As maiores reduções ocorreram em Vitória (-55,16%), Belo Horizonte (-46,14%), São Paulo (-43,29%) e Curitiba (-41,32%).
A cenoura recuou 29% na esteira de uma expansão de 9,6% na oferta atacadista, com quedas expressivas em Campinas (-38,37%), Belo Horizonte (-35,46%) e Curitiba (-35,25%).
Comportamento da alface, cebola e mercado de frutas
A alface registrou leve retração de 2,18% na média ponderada. Apesar do salto de 14,1% no volume entregue às Ceasas, as temperaturas mais amenas reduziram o consumo nas capitais, limitando reajustes. Já a cebola operou em sentido oposto, com alta modesta de 1,73% na média ponderada, desacelerando o ritmo altista visto desde março.
No segmento de frutas, a comercialização geral subiu 7,1%, com recuo de preços para a maçã (-6,84%), beneficiada por clima favorável à produtividade, e para a laranja (-3,51%), impulsionada pela entrada da safra 2026/27. A banana caiu 5,06%, refletindo um avanço de 5,7% no volume ofertado.
Por outro lado, mamão (+17,75%) e melancia (+29,65%) registraram forte valorização. O aperto de oferta decorreu do ritmo reduzido de colheita do mamão formosa em polos estratégicos, como o Sul da Bahia e o Norte de Minas Gerais.
Exportações brasileiras faturam US$ 881 milhões
O comércio exterior de frutas e hortaliças manteve ritmo acelerado no acumulado de janeiro a julho de 2026. Os embarques somaram 703,3 mil toneladas (+9,6%), gerando receita de US$ 881,3 milhões, salto de 16,3% em faturamento na comparação com o mesmo período de 2025.
Os destaques nas vendas internacionais foram as exportações de maçãs (+244,77%), abacates (+97%), o grupo de mamões, melancias e pêssegos (+84,4%), além de avanços consistentes em limões e limas (+26,5%) e mangas (+25,2%).
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