Os contratos futuros da soja operam em terreno positivo na Bolsa de Chicago nesta manhã de quarta-feira, estendendo o movimento de recuperação observado na sessão anterior, segundo relatório matinal da Granoeste Corretora. A posição para novembro registra ganhos de 5 pontos, cotada a US$ 12,42 por bushel, após fechar o último pregão com valorizações expressivas entre 12 e 14 cents.
O suporte para os preços no mercado internacional vem da combinação entre a ligeira perda de qualidade das lavouras norte-americanas e uma demanda externa bastante aquecida, destacando-se a intensificação das compras de soja dos Estados Unidos pela China. Tecnicamente, fundos de investimento recompõem posições compradas na expectativa de novas valorizações nas próximas semanas.
Crédito rural: 83% das lavouras de soja cumprem as regras do financiamento
Soja amplia perdas em Chicago com perspectiva de safra cheia nos EUA
Apesar das revisões, os levantamentos de campo apontam que a safra dos EUA caminha dentro de um padrão de normalidade: o Crop Tour projeta colheita recorde de 124,4 milhões de toneladas. Conforme dados do USDA, as lavouras norte-americanas já encerraram o florescimento, com 91% das áreas em fase de formação de vagens e 6% em maturação, enquanto o índice de lavouras em condições boas ou excelentes está em 60%, contra 69% no mesmo período do ciclo anterior.
Ritmo acelerado nos portos e disputa por lotes no Brasil
No cenário nacional, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) prevê que os embarques brasileiros de soja em grão superem 10,0 milhões de toneladas em agosto, acima dos 9,3 milhões de toneladas registrados em agosto de 2025 (e ante 13,4 milhões em julho).
De acordo com a análise da Granoeste, o mercado físico doméstico enfrenta um quadro de oferta escassa. Os poucos lotes disponíveis no campo são disputados intensamente pelas indústrias e exportadores, gerando negócios fechados acima da paridade teórica. A retenção por parte dos produtores é reforçada pela aproximação da entressafra e pelo receio de um eventual atraso no regime de chuvas para o plantio nas regiões centrais do país.
Essa dinâmica comercial reflete diretamente nas cotações e nos prêmios de exportação:
Prêmios nos portos: indicados entre +160 e +175 cents/bushel no spot, +165 a +175 para novembro e +160 a +175 para dezembro;
Oeste do Paraná: compras balizadas entre R$ 144,00 e R$ 147,00 por saca;
Porto de Paranaguá: negócios entre R$ 155,00 e R$ 158,00 por saca, variando conforme os prazos de pagamento, locais de retirada e janelas de embarque.
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