As cotações do milho operam com viés positivo na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta terça-feira, de acordo com o boletim diário da Granoeste Corretora. A posição com vencimento para dezembro trabalha cotada a US$ 5,14 por bushel, estendendo os ganhos da sessão anterior, quando o mercado encerrou com altas entre 6 e 8 pontos.
O principal fator de sustentação para as cotações vem do relatório semanal de acompanhamento de safras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que confirmou uma deterioração significativa na qualidade das lavouras norte-americanas, alinhando-se às observações trazidas pelo Crop Tour.
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O índice de lavouras classificadas em condição boa ou excelente recuou 3 pontos percentuais, ficando em 57% (ante 60% na semana anterior e bem abaixo dos 71% registrados no mesmo período de 2025). As áreas regulares representam 26%, enquanto as condições ruins ou péssimas somam 17% (frente a apenas 8% no ano passado). Em termos fenológicos, 86% das áreas estão em formação de espigas, 45% em enchimento de grãos e 6% já atingiram a maturação.
Além da condição das lavouras e do clima no Meio-Oeste americano, os agentes monitoram as tensões no Mar Negro — que podem limitar os embarques de grãos pela Ucrânia —, os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e as previsões meteorológicas para o início do plantio da safra de verão no Brasil.
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No mercado futuro brasileiro, a B3 opera com ligeira acomodação: o contrato setembro trabalha a R$ 71,60 por saca (após fechamento anterior em R$ 71,88) e o vencimento novembro é cotado a R$ 77,75 (frente a R$ 78,07 da sessão prévia).
No campo produtivo, dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a colheita da segunda safra de milho atingiu 90,4% da área no país, avançando sobre os 84,7% da semana anterior, mas ainda atrás dos 94,8% observados no mesmo intervalo de 2025 e ligeiramente abaixo da média histórica de cinco anos (91,1%).
Segundo a análise da Granoeste, o ritmo de negócios no mercado disponível segue cadenciado. À medida que os trabalhos de colheita entram na fase conclusiva, a pressão para desovar volumes imediatos e liberar espaço estático nos armazéns diminui, alterando a postura dos agricultores.
A valorização nos portos para exportação — puxada pelos ganhos na CBOT — fortalece o ânimo dos vendedores, que aumentam suas indicações de preço. Por outro lado, a indústria consumidora mantém-se focada prioritariamente no recebimento e processamento de contratos fixados antecipadamente.
Nas praças de comercialização, as ordens de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca, enquanto no Porto de Paranaguá a referência varia de R$ 71,00 a R$ 73,00 por saca, oscilando de acordo com a localização do lote e os prazos de liquidação financeira. No mercado cambial, o dólar opera em leve alta, negociado a R$ 5,16 (frente ao fechamento anterior de R$ 5,153).
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