A colheita do café arábica da safra 2026/27 aproxima-se da conclusão na maior parte das regiões produtoras do Brasil, após ganhar tração com o avanço mais intenso das máquinas e dos trabalhos manuais nas últimas semanas.
Apesar da aceleração recente, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que as operações mantêm um ritmo mais lento em comparação ao ciclo passado, quando a colheita já havia sido finalizada na maior parte das praças nessa mesma época.
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O principal motivo para o atraso foi a ocorrência de chuvas acima da média histórica durante os meses de inverno. O excesso de umidade no período de colheita e secagem prejudicou diretamente a qualidade dos grãos: a temporada 2026/27 tende a consolidar um dos piores índices qualitativos dos últimos anos, registrando uma fatia expressiva de lotes classificados com bebidas inferiores (como cafés duros e riados).
Atenção voltada ao volume final e à florada 2027/28
Com a maior parte dos talhões já colhida, os agentes do mercado cafeeiro concentram suas atenções na consolidação dos números finais da safra brasileira e no ritmo de fixação dos negócios entre cafeicultores, tradings e indústrias de torrefação.
Simultaneamente, o foco dos produtores se desloca para o início do próximo ciclo reprodutivo: o comportamento climático nas próximas semanas será determinante para a abertura da florada que dará origem à safra 2027/28, influenciando diretamente as expectativas de oferta e a formação dos preços futuros nas bolsas.
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