O mercado de milho abriu a semana em valorização na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), dando sequência ao rali da semana anterior, quando o cereal acumulou alta de 4,5%. De acordo com boletim informativo da Granoeste Corretora, o contrato para setembro avançava 2 centavos na manhã desta segunda-feira, cotado a US$ 4,61 por bushel.
O movimento altista no exterior é sustentado diretamente pela recente revisão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que reduziu as estimativas de produtividade da safra norte-americana. Além disso, variáveis macroeconômicas e geopolíticas reforçam o suporte às cotações:
Atraso na colheita e cautela climática elevam preços do milho no mercado físico
Clima e custos devem guiar decisões para a próxima safra de milho
Petróleo e moedas: avanço nas cotações do petróleo no mercado internacional e desvalorização do dólar frente a moedas de nações importadoras;
Geopolítica no Mar Negro: persistência de incertezas logísticas nas rotas marítimas de escoamento utilizadas por grandes exportadores mundiais, especialmente Rússia e Ucrânia.
Na B3, os contratos futuros acompanham o tom positivo. A posição setembro operava a R$ 70,30 por saca (ante R$ 70,20 no fechamento anterior), enquanto o vencimento novembro era cotado a R$ 75,10 por saca (frente a R$ 75,15). No câmbio, o dólar comercial registrava ligeira baixa, negociado a R$ 5,21.
Mercado brasileiro: atraso na safrinha e preços no Paraná
No ambiente doméstico, a evolução dos trabalhos de campo segue no radar dos analistas e compradores. Levantamento da consultoria Safras Mercado aponta que a colheita da safrinha no Centro-Sul brasileiro atingiu 72,9% da área, ritmo que se mantém significativamente atrasado na comparação com os 84,2% registrados em igual período do ano passado e abaixo da média histórica para a época, que é de 82,6%.
Em decorrência desse ritmo mais lento de entrada física do grão e da firmeza no exterior, a Granoeste Corretora indica os seguintes parâmetros de comercialização no mercado disponível:
Oeste do Paraná: indicações de compra na faixa de R$ 59,00 a R$ 61,00 por saca;
Porto de Paranaguá: cotações entre R$ 67,00 e R$ 69,00 por saca.
Os valores praticados variam de acordo com os prazos de pagamento estipulados entre as partes e, nas praças do interior, dependem da localização do lote e da distância até as unidades de recebimento.
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