O mercado de milho abriu a semana em trajetória descendente nas principais praças de negociação de contratos futuros. De acordo com informações apuradas nesta manhã de segunda-feira pela Granoeste Corretora, o cereal opera com perdas entre 4 e 5 pontos na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), com o vencimento dezembro/26 cotado a US$ 5,24 por bushel. Com esse movimento, a CBOT acumula uma desvalorização superior a 3% em relação à segunda-feira anterior.
A pressão baixista reflete os desdobramentos da ausência de acordos substanciais entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, gerando repercussão negativa sobre as commodities agrícolas. Conforme destaca a Granoeste Corretora, a dinâmica comercial do milho no país asiático apresenta particularidades de abastecimento: a China importa volumes relativamente pequenos do cereal, com projeção estimada em torno de 5,0 milhões de toneladas neste ano para suprir um consumo total projetado em 324,0 milhões de toneladas. A colheita doméstica chinesa é avaliada em 307,0 milhões de toneladas, apoiada por estoques de passagem estruturados em expressivas 165,0 milhões de toneladas, o que limita a necessidade de grandes aquisições externas no curto prazo.
Produção de DDG deve superar 15 mi de toneladas no Brasil
Cotações do milho mostram estabilidade e trava nos negócios
Etanol de milho impulsiona demanda por eucalipto em MS
O recuo internacional também atinge a Bolsa brasileira. Na B3 (BMF), as cotações futuras operam em campo negativo: o vencimento novembro/26 trabalha em R$ 75,20 por saca (ante R$ 75,52 no fechamento anterior), enquanto a posição janeiro/27 cede para R$ 79,20 por saca (frente aos R$ 79,40 registrados na sessão prévia).
Produtor retém lotes, foca no plantio e monitora riscos do El Niño no Brasil
No mercado físico brasileiro, o cenário de negócios mantém ritmo restrito. As ofertas de lotes disponíveis permanecem limitadas nos principais polos de originação, enquanto os produtores sustentam a expectativa de alcançar remunerações mais atrativas no decorrer do ciclo comercial.
A atenção do agricultor divide-se entre a semeadura da nova safra de verão e o acompanhamento constante das projeções meteorológicas, diante das preocupações com a interferência do fenômeno El Niño sobre o desenvolvimento das lavouras.
No balcão do interior e no corredor de exportação, os preços físicos operam com os seguintes parâmetros:
Oeste do Paraná: indicações de compra na faixa entre R$ 64,00 e R$ 65,00 por saca, variando de acordo com as condições de pagamento e a localização dos armazéns;
Porto de Paranaguá: referências de entrega oscilam entre R$ 72,00 e R$ 74,00 por saca, atreladas ao cronograma logístico e ao prazo de liquidação financeira.
Dando suporte à paridade de exportação, o câmbio opera em terreno positivo nesta manhã de segunda-feira, cotado ao redor de R$ 5,20 por dólar, após ter encerrado a rodada antecedente em R$ 5,185.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
