A oferta de mandioca permanece restrita nas principais regiões produtoras do país, mantendo a tendência de valorização nas cotações da raiz e limitando a disponibilidade de derivados industriais. De acordo com pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a retração da oferta é motivada pelo direcionamento das atenções dos produtores para o plantio da nova safra.
Além de priorizarem os trabalhos de semeadura, muitos agricultores têm optado por adiar a comercialização das lavouras mais novas por conta da baixa rentabilidade atual ou da indisponibilidade de áreas que já passaram por poda. A esse cenário soma-se o impacto de precipitações pontuais registradas nos últimos dias, que paralisaram temporariamente a colheita e reduziram o ritmo das entregas nas indústrias.
Preço da mandioca sobe com oferta curta enquanto fecularias retraem compras
Oferta curta de raiz sustenta alta da mandioca em agosto
Mandioca acumula 8 semanas de alta com baixa oferta para indústrias
Queda no teor de amido reduz rendimento nas fecularias
Somando-se ao menor volume de matéria-prima entregue no campo, o rendimento industrial das raízes também registrou retração nos últimos dias. O Cepea aponta que o teor de amido apresentou uma queda mais expressiva, fator associado ao ciclo vegetativo das plantas, ao mix de variedades comercializadas e às condições meteorológicas recentes.
Essa perda na qualidade da mandioca reduz o rendimento de transformação e limita a produção potencial de fécula e farinha. Segundo os pesquisadores do Cepea, o término do plantio está previsto por grande parte dos produtores para meados de agosto. Espera-se que a redução das chuvas a partir da segunda semana do mês ajude no ritmo das entregas, mas, enquanto a oferta de raízes e o teor de amido seguirem baixos, a disponibilidade de derivados continuará restrita no mercado.
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