O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) voltado à safra 2026/27 de laranja in natura encerrou com a arrematação de 13,1 mil toneladas da fruta para escoamento à indústria de processamento. A operação, regulamentada pelo Aviso nº 57/2026 e conduzida pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio de bolsas de mercadorias credenciadas, disponibilizou uma oferta global de 36 mil toneladas, alcançando uma taxa de liquidez de 36%.
O mecanismo atende a agricultores familiares e cooperativas que comprovam a produção, a comercialização e o envio dos citros para usinas de processamento de suco. Para esta rodada, o preço mínimo de garantia fixado pelo governo federal foi de R$ 28,76 por caixa de 40,8 quilos.
Menor oferta impulsiona recuperação de preços da uva BRS Vitória
Preço da laranja pera recua em agosto enquanto limão tahiti dispara
Greening tem menor avanço em nove anos e SP reforça combate à doença
Os lotes arrematados distribuíram-se entre cinco unidades federativas: Rio Grande do Sul, Sergipe, Bahia, Pará e Paraná. O lote ofertado para o estado de São Paulo não registrou interessados no pregão.
Desempenho por polo e cooperativas
O Rio Grande do Sul liderou o volume arrematado nacionalmente ao absorver 5,3 mil toneladas. Desse total gaúcho, a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares de Liberato Salzano e Região (Coopsalzano) negociou 2,5 mil toneladas, enquanto a Cooperativa de Comercialização da Agricultura Familiar de Economia Solidária (Cecafes), sediada em Erechim, arrematou 2,3 mil toneladas. Produtores independentes dos municípios de Constantina e Centenário contrataram conjuntamente 515 toneladas.
Na Região Nordeste, o estado de Sergipe respondeu pela segunda maior participação da operação, somando cerca de 4,4 mil toneladas:
Poço Redondo: A Cooperativa Nordestina de Industrialização de Produtos Agropecuários arrematou 3 mil toneladas;
Cristinápolis: A Cooperativa de Produção, Comercialização e Prestação de Serviços dos Agricultores Familiares arrematou 1,4 mil toneladas.
Na Bahia, o polo citrícola de Rio Real concentrou 1,8 mil toneladas, divididas entre a Cooperativa dos Citricultores do Estado da Bahia (1,2 mil toneladas) e a Cooperativa Agropecuária do Litoral Norte da Bahia (600 toneladas).
As operações completaram-se no Norte e no Sul do país com a contratação de 1,2 mil toneladas no município paraense de Capitão Poço e 285,6 toneladas em Alto Paraná, no noroeste paranaense.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
