A integração entre planejamento agronômico e manejo fitossanitário é a base indispensável para equilibrar produtividade em larga escala, padrão sanitário de alimentos, preservação dos recursos naturais e rentabilidade econômica no campo. A diretriz é o foco central do novo episódio da série "Conversando com o Especialista", projeto técnico capitaneado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
Veiculado nos canais digitais da entidade, o conteúdo traz as análises de Laércio Zambolim, professor titular da Universidade Federal de Viçosa (UFV). O docente responde tecnicamente pela coordenação do "Módulo 8 – Manejo Fitossanitário", curso de acesso gratuito ofertado na plataforma oficial de treinamentos remotos do Sindiveg.
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Zambolim salienta que o planejamento não pode ser encarado como medida corretiva de emergência, mas como estratégia matricial concebida antes mesmo da implantação da safra:
"Ao empreender, quer seja no ramo da fruticultura, de hortaliças ou de grãos, o produtor tem que ter o estímulo do lado econômico. Mas também visamos, além do lucro, que ele siga as instruções da sustentabilidade ambiental. Não adianta produzir com qualidade sem pensar no meio ambiente em que nós vivemos."
Reputação comercial e diferenciação na gôndola
O especialista sustenta que a obediência às boas práticas agrícolas extrapolou a esfera agronômica para se tornar um passaporte de mercado. Em um cenário global cada vez mais atento à rastreabilidade e à segurança alimentar, a responsabilidade ambiental atua como diferencial direto de precificação e fidelização de compradores.
"O cultivo precisa ser diferenciado no mercado. O produtor deve conquistar a reputação de quem cuida do meio ambiente e produz alimentos saudáveis. Ele será distinguido por isso. Sempre haverá lugar para produtores que seguem essas regras", enfatiza Zambolim. Para o docente, a viabilidade de longo prazo do negócio rural depende da consistência em entregar volume e escala sem abrir mão de métricas sanitárias rigorosas.
Atualização técnica e conteúdo prático
O dinamismo do agronegócio moderno exige qualificação continuada da mão de obra. Frente à evolução dos métodos de correção de solo, biológicos, adubação de precisão e tecnologias de defensivos, o professor adverte contra o comodismo operacional no campo, recomendando que o agricultor renove seus conhecimentos técnicos de maneira permanente.
A estrutura do treinamento disponibilizado pelo Sindiveg foi desenhada para conectar a base científica acadêmica às rotinas da porteira:
Fontes do conteúdo: Pesquisa fundamentada em revisão bibliográfica atualizada e vivência empírica de agrônomos de campo;
Visão de extensão: Incorporação direta das demandas práticas enfrentadas por técnicos e produtores rurais;
Aplicação prática: Ferramentas orientadas para diagnósticos precoces, controle preventivo de patógenos e gestão responsável de insumos agrícolas.
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