As cotações da mandioca no mercado brasileiro mantêm uma trajetória firme de valorização e completaram a oitava semana consecutiva de alta, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O principal motor dessa escalada continua sendo a baixa disponibilidade de raízes para o processamento industrial nas principais praças produtoras.
Disputa por matéria-prima se intensifica e preço da mandioca bate recorde no ano
Escassez de oferta faz cotação da mandioca bater máxima desde abril
A retração da oferta imediata decorre de uma postura combinada dos agricultores: o desinteresse em desenterrar e comercializar raízes de primeiro ciclo, o manejo com a poda de parte das lavouras para aguardar o desenvolvimento vegetativo e a expectativa generalizada de ganhos ainda maiores nas próximas semanas. Com a entrega cadenciada no campo, a média de preços seguiu em alta e, em determinadas regiões, o valor pago já ultrapassou a marca de R$ 1,00 por grama de amido.
Impacto nas indústrias de fécula e farinha
O descompasso entre a entrada de matéria-prima e a capacidade instalada das plantas industriais reflete diretamente no mercado de derivados. Com menos matéria-prima disponível nos pátios, as indústrias de fécula e farinha de mandioca operam com ritmo de processamento reduzido, limitando o volume final colocado no mercado.
Ao mesmo tempo em que a oferta de derivados encolhe, a demanda por fécula e farinha segue aquecida nos setores alimentício e industrial. Essa combinação de estoques baixos na indústria e procura compradora firme sustenta o repasse de custos e dá fôlego extra para novos reajustes nas tabelas de preços de toda a cadeia da mandioca.
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