O lucro líquido das seguradoras que operam no mercado brasileiro totalizou R$ 21,5 bilhões no primeiro semestre do ano, marcando uma expansão de 10,9% em relação aos R$ 19,4 bilhões apurados na primeira metade de 2025. O balanço setorial foi consolidado e divulgado pelo IRB+Inteligência.
A receita global de prêmios emitidos pelo mercado alcançou R$ 114,3 bilhões entre janeiro e junho, crescimento financeiro de 6,4% em comparação ao mesmo período de 2025. O avanço foi registrado em praticamente todas as linhas de cobertura, liderado pelas carteiras de Vida e Automóvel, responsáveis conjuntamente por 77% da expansão apurada no semestre. Em contrapartida, as companhias transferiram R$ 15,6 bilhões em prêmios para operações de resseguro, volume 3,5% acima do ciclo anterior.
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A sinistralidade consolidada do mercado recuou 4,2 pontos percentuais e encerrou o semestre em 37,7%, atingindo o menor patamar de toda a série histórica do setor.
Seguro rural na contramão do faturamento geral
A carteira de Seguro Rural destoou da trajetória de crescimento do setor financeiro e figurou como o único segmento em retração no semestre, registrando queda de 4,8% na comparação anual após amargar recuos em cinco dos seis meses apurados. O resultado negativo reflete principalmente a menor procura e as dificuldades de contratação em duas modalidades centrais do campo:
Seguro Agrícola: Recuou 14,5% nos primeiros seis meses, reduzindo a área de lavouras e colheitas cobertas contra eventos climáticos extremos;
Penhor Rural: Encolheu 14%, impactando diretamente as apólices vinculadas a máquinas, equipamentos e bens empenhados como garantias em operações de crédito bancário;
Índice de sinistros: A sinistralidade no campo caiu 9 pontos percentuais e fechou o período em 27%, expressando menor volume de indenizações pagas por perdas climáticas severas.
Comportamento dos demais ramos de seguros
O segmento de Crédito e Garantia destacou-se com a maior expansão percentual do mercado, crescendo 22,9% sob impulso da garantia para o setor público (que adicionou R$ 678,9 milhões) e do avanço de 32,8% no crédito interno, fechando com sinistralidade de 31%.
A cobertura de Vida movimentou R$ 3,5 bilhões adicionais em prêmios (+9,1%), sustentada pelos ramos de Vida (+10,2%) e Prestamista (+17,3%), com taxa de sinistros estável em 26,6%. O seguro Automóvel faturou R$ 30,7 bilhões (+6,3%) com índice de sinistros em 60,8%. Já o Corporativo de Danos e Responsabilidades variou 0,8% (sinistralidade de 29,8%) e o segmento Individual Contra Danos avançou 8,4%, puxado pela expansão de 30,4% na fiança locatícia.
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