O mercado de mandioca industrial segue operando com preços valorizados nas principais regiões de processamento do país, sustentado pela escassez de matéria-prima disponível para entrega imediata. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o suporte às cotações persiste mesmo diante de manifestações pontuais de interesse de venda por parte de alguns produtores rurais.
A maioria dos mandiocultores, contudo, mantém postura cautelosa e permanece afastada do balcão de negociações. A retenção da colheita é motivada pela aposta em novas valorizações nas próximas semanas e pela indisponibilidade física de lavouras de primeiro ciclo, que foram submetidas à poda e ainda demandam tempo biológico para recuperar a massa radicular e a concentração de amido.
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Mandioca acumula 8 semanas de alta com baixa oferta para indústrias
Na ponta fabril, o mercado de derivados dá sinais de descompasso. O levantamento do Cepea aponta que o ritmo de compras de fécula perdeu tração nos últimos dias, resultando em um recuo no volume de negócios efetivamente fechados entre indústrias e canais transformadores.
Esse desaquecimento no consumo industrial permitiu uma leve recuperação volumétrica nos depósitos das unidades de moagem. Contudo, os pesquisadores ressaltam que, em termos históricos e operacionais, os estoques globais das fecularias permanecem em níveis baixos, o que impede quedas abruptas nas cotações e mantém o mercado em compasso de espera.
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