A oferta de raízes de mandioca permanece significativamente aquém da demanda das indústrias processadoras, cenário que tem acirrado a disputa pela matéria-prima entre as fábricas e nos fluxos comerciais regionais. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), essa concorrência mantém as cotações em firme trajetória de alta no mercado doméstico.
O movimento é reforçado pela postura cautelosa dos agricultores, que demonstram menor interesse na comercialização imediata — especialmente das lavouras de primeiro ciclo —, além de priorizarem os trabalhos de plantio da nova temporada em detrimento do ritmo de colheita nas propriedades.
Escassez de oferta faz cotação da mandioca bater máxima desde abril
Preço da mandioca sobe com oferta restrita e foco no plantio em SP e PR
Com essa restrição na ponta vendedora, o preço médio da raiz registrou valorização pela sexta semana consecutiva, atingindo o maior patamar nominal registrado ao longo de 2026.
Impacto direto na produção de fécula e farinha
O descompasso entre oferta e demanda na originação reflete-se diretamente no segmento industrial de derivados. Segundo os pesquisadores do Cepea, a menor entrega de raízes reduziu o ritmo de processamento nas fecularias e farinheiras, limitando a composição de estoques e impulsionando também as tabelas de preços da fécula e da farinha de mandioca no atacado nacional.
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