A disponibilidade de mandioca para processamento industrial permanece restrita nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O excesso de precipitações registrado nos últimos dias prejudicou as operações de colheita no campo, criando um descompasso entre o volume de raízes disponibilizado e a demanda ativa das plantas industriais, cenário que sustenta a trajetória de alta nas cotações da matéria-prima.
De acordo com o levantamento dos pesquisadores, as áreas de segundo ciclo (acima de 18 meses) estão em fase final de esgotamento. Ao mesmo tempo, os mandiocultores mantêm baixo interesse em iniciar o arranque precoce em talhões de primeiro ciclo, com até 12 meses de cultivo.
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A postura defensiva do produtor em relação às áreas mais jovens é explicada por fatores técnicos e econômicos:
Rentabilidade comprometida: A colheita prematura reduz a produtividade total da lavoura por hectare;
Queda no teor de amido: Raízes colhidas sob condições de umidade excessiva e menor idade fisiológica apresentam concentração reduzida de fécula;
Decisão de entrega: A remuneração industrial atrelada à pesagem de amido força o agricultor a reter o produto na terra à espera de recuperação biológica da planta.
O comportamento sazonal do setor fabril, associado ao aperto estrutural de oferta, indica que o mercado operará com disponibilidade reduzida nas próximas semanas. Conforme analistas do Cepea, essa combinação de fatores climáticos e de calendário agrícola deve manter os preços da raiz firmes e com viés positivo pelo menos até meados de novembro.
