As exportações brasileiras de melão originadas no principal polo produtor do país, situado entre o Rio Grande do Norte e o Ceará, registraram avanço ao longo de setembro, acompanhando o calendário de colheita da safra 2026/27. No entanto, o volume total embarcado permaneceu aquém dos patamares observados no mesmo período do ciclo anterior.
Conforme levantamento do Hortifrúti/Cepea, o desempenho mais tímido decorre diretamente da escalada nos custos de produção e nos encargos logísticos de exportação observados neste ano. O encarecimento do frete marítimo internacional tem levado parte dos produtores a adotar uma postura de maior cautela, contendo o envio de lotes ao mercado internacional para preservar as margens operacionais.
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Além do gargalo logístico, o Centro de Pesquisas aponta que fatores climáticos e fitossanitários vêm limitando a produtividade das lavouras nordestinas. A ocorrência de noites com temperaturas mais amenas desacelerou o metabolismo vegetativo das plantas e prejudicou o ritmo de desenvolvimento e calibre dos frutos. No campo sanitário, a pressão exercida pela infestação da mosca-minadora comprometeu o rendimento por hectare e forçou elevação nos gastos com pulverizações.
Para os próximos meses da temporada, agentes de mercado ouvidos pelo Cepea avaliam que os custos de produção devem manter trajetória ascendente. A necessidade de intensificar o manejo químico com defensivos para mitigar a disseminação da mosca-minadora continuará pesando sobre o orçamento das propriedades até o encerramento do calendário de exportação.
