A proliferação de cigarrinhas em áreas de cana-de-açúcar e pastagens volta a acender o sinal de alerta entre produtores rurais e pecuaristas brasileiros. A infestação contínua interfere diretamente no vigor vegetativo das plantas, reduz a qualidade da matéria-prima e acarreta perdas expressivas de rendimento operacional dentro da porteira.
O complexo da praga envolve principalmente três espécies com ampla distribuição geográfica: a cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata), a cigarrinha-das-pastagens (Zulia entreriana) e a cigarrinha-dos-capinzais (Deois flavopicta). Na cana-de-açúcar, o ataque da cigarrinha-das-raízes afeta os colmos, desregulando a quantidade de fibras, reduzindo a concentração de sacarose (ATR) e gerando entraves para a extração do caldo na indústria. Nos piquetes, os insetos sugadores debilitam as forrageiras, diminuem a oferta de massa verde para o rebanho e aceleram o processo de degradação das pastagens.
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O head de Plant Nutrition and Health da CJ Selecta, Diego Cano, reforça que os danos vão além da presença visual da praga no campo:
"As cigarrinhas são um problema que precisa ser acompanhado de perto porque o impacto não está restrito à presença do inseto na lavoura. O ataque interfere diretamente no desenvolvimento das plantas e, dependendo da intensidade da infestação, pode trazer reflexos para a produtividade e para a qualidade da produção. Identificar a ocorrência e adotar estratégias de manejo de forma adequada são medidas importantes para reduzir os prejuízos."
Manejo biológico com fungo entomopatogênico
Para além das rondas de monitoramento nos períodos úmidos, o controle biológico consolida-se como alternativa indispensável para o manejo integrado das populações. Um dos principais agentes microbiológicos estudados e aplicados para essa finalidade é o fungo Metarhizium anisopliae.
O mecanismo de infecção atua pelas vias naturais do inseto: inicia-se com a adesão e germinação dos conídios na cutícula da praga, seguida pela penetração, multiplicação interna e colonização dos tecidos até a mortalidade do hospedeiro.
Diante desse desafio fitossanitário, a CJ Selecta desenvolveu o bioinseticida Soldaz, formulado como pó molhável (WP) com concentração mínima de 2 x 10⁹ conídios viáveis por grama, direcionado especificamente ao controle do complexo de cigarrinhas em canaviais e forrageiras:
"O produto foi estruturado para atuar sobre o inseto ao longo de diferentes etapas, desde a adesão e germinação até a colonização e infecção, unindo a praticidade operacional de aplicação ao uso de um agente biológico no manejo. A formulação conta com rápida dispersão e facilidade no preparo da calda, além de favorecer a disseminação natural dos esporos entre os indivíduos contaminados na área", destaca Cano.
A integração entre o monitoramento populacional no início das chuvas e a aplicação tempestiva do biodefensivo atua como barreira biológica para evitar explosões da praga, preservando o potencial produtivo tanto dos canaviais quanto das áreas de pastejo.
