A previsão do tempo para esta quarta-feira (14) indica um cenário de atenção para diferentes regiões produtoras do país devido à formação e ao avanço de uma área de baixa pressão atmosférica associada à circulação de umidade e a cavados meteorológicos, segundo aponta a Climatempo. A combinação desses sistemas favorece pancadas intensas, temporais localizados e rajadas de vento que podem atingir 70 km/h, concentrando os maiores acumulados pluviométricos no Paraná — onde marcas pontuais podem alcançar 80 milímetros —, além de áreas em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Em contraste com a chuva volumosa no Centro-Sul e pancadas irregulares no Norte, o interior da Região Nordeste permanece sob predomínio de calor e umidade relativa do ar em patamares críticos.
Região Sul:
Previsão do fim de semana traz temporais e calor no país
Previsão do tempo indica temporais no Sul nesta sexta
O deslocamento do centro de baixa pressão a partir do Paraguai em direção direta ao Paraná, potencializado pelo transporte de umidade via jato de baixos níveis, provoca instabilidade generalizada nos três estados do Sul nesta quarta-feira.
No Paraná, as precipitações mais pesadas concentram-se no centro-norte e na Região Metropolitana de Curitiba, com acumulados que podem atingir 80 mm ao longo do dia. O quadro acende alerta para alagamentos, enxurradas e transbordamento em bacias hidrográficas com cotas já elevadas, a exemplo dos rios Paraná e Iguaçu, além de ventos de até 70 km/h nos setores oeste e central.
Em Santa Catarina, a chuva ganha intensidade entre a tarde e a noite em municípios como Joinville, Mafra, Rio Negrinho e ao longo do Vale do Itajaí. No Rio Grande do Sul, a nebulosidade persiste densa na metade norte, na Serra e no Litoral Norte, com possibilidade de queda pontual de granizo e rios mantendo níveis acima do limite de inundação.
Região Sudeste:
A atuação de cavados atmosféricos somada à tendência de formação de um centro de baixa pressão no litoral paulista intensifica a convergência de umidade sobre o Sudeste, trazendo instabilidade para São Paulo e Rio de Janeiro nesta quarta-feira.
Em São Paulo, a instabilidade começa logo nas primeiras horas pelas faixas oeste, sudoeste e litoral, avançando em direção às regiões de Tupã, Ourinhos, Itapeva e Apiaí, próximas à divisa paranaense, além de cobrir o Vale do Ribeira, o Vale do Paraíba, a Serra da Mantiqueira, a capital e a Grande São Paulo.
No Rio de Janeiro, tempestades pontuais com descargas elétricas atingem a Baixada Fluminense, a Costa Verde, o Sul Fluminense e a Região Serrana. Em Minas Gerais, a chuva atua com moderada a forte intensidade no Sul de Minas, no Triângulo Mineiro e na Zona da Mata. No extremo norte mineiro, o padrão inverte-se: a umidade do ar cai para níveis entre 12% e 30%, com rajadas de 70 km/h. No Espírito Santo, a precipitação restringe-se ao setor sul.
Região Centro-Oeste:
O sistema de baixa pressão associado a um cavado desestabiliza a atmosfera no Centro-Oeste ao longo de toda a quarta-feira. Mato Grosso do Sul reúne as condições mais favoráveis a temporais severos, com chuva forte desde o início da manhã no oeste e no sul, deslocando-se para o centro-sul com queda acentuada nas temperaturas.
Em Mato Grosso, pancadas isoladas cobrem setores do sudoeste, sul e sudeste. No Distrito Federal e no centro-leste e sul de Goiás, as precipitações ganham intensidade moderada a forte. As rajadas de vento variam entre 50 e 70 km/h em Goiás, no DF e no leste de Mato Grosso, podendo ser superiores no território sul-mato-grossense.
Região Nordeste:
O ar seco e as altas temperaturas permanecem como a tônica climática no Nordeste. No interior regional, a umidade relativa do ar recua para índices entre 12% e 30%, aumentando o desconforto térmico e o estresse hídrico na vegetação.
A umidade trazida pela brisa marítima limita-se à orla costeira, provocando chuvas rápidas e isoladas nos litorais de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Maranhão, com ventos costeiros pontuais que podem chegar a 70 km/h.
Região Norte:
A associação clássica entre temperaturas altas e abundante teor de vapor dágua estimula a formação de nuvens de tempestade no Norte. As precipitações com descargas elétricas concentram-se no oeste amazônico, abrangendo Amazonas, Roraima, oeste do Acre, norte e leste de Rondônia e sul do Pará e do Tocantins. A distribuição das pancadas mantém caráter irregular no restante da região.
