A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou de sessão solene em homenagem ao Dia Mundial da Alimentação, realizada no Plenário do Senado Federal. Representando a entidade, o vice-presidente Humberto Miranda compôs a mesa de honra e sublinhou a posição estratégica ocupada pela produção agrícola brasileira no suprimento do mercado doméstico e na garantia do abastecimento global:
"O Brasil é o segundo maior produtor de alimentos do mundo e tem uma responsabilidade que vai muito além das suas fronteiras: abastecer o mercado interno e contribuir para alimentar milhões de pessoas em diversos países."
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Durante seu pronunciamento, Miranda defendeu que a erradicação da insegurança alimentar requer um enfoque multidisciplinar, articulando a eficiência fitotécnica nas fazendas com políticas públicas de inclusão socioeconômica:
"A fome não se combate apenas aumentando a produção. É preciso também combater a pobreza, ampliar as oportunidades de trabalho, fortalecer a renda das famílias e garantir condições para que os alimentos cheguem a preços acessíveis à população."
Durante a cerimônia, o dirigente recebeu uma homenagem conferida pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), que concedeu à CNA um troféu em reconhecimento à contribuição histórica dos produtores rurais para a segurança alimentar do país.
Ciência, práticas sustentáveis e gargalos em logística
A sessão solene foi convocada e presidida pela senadora Tereza Cristina (PP-MS). Em sua fala, a parlamentar pontuou que o desenvolvimento científico tropical e a introdução contínua de inovações tecnológicas foram determinantes para posicionar a agropecuária brasileira na vanguarda produtiva internacional, associando escala com preservação:
"Podemos nos orgulhar de ter uma agricultura que se destaca no mundo pelas suas práticas sustentáveis", ressaltou a senadora.
Também presente à mesa diretora, o senador Jaime Campos (União-MT) alertou que a capacidade produtiva e a industrialização dos alimentos precisam ser acompanhadas de aportes orçamentários estruturados na matriz de transportes. Para o parlamentar, a modernização de malhas rodoviárias e a expansão da malha ferroviária são condições indispensáveis para reduzir perdas pós-colheita e garantir competitividade no escoamento até a mesa dos consumidores.
A delegação da entidade no Plenário do Senado contou ainda com as presenças do diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, do diretor técnico de Agronegócio da CNA, Bruno Lucchi, e da chefe da Assessoria de Relações Institucionais, Mirian Vaz.
