Quedas de preços do feijão em julho refletem oferta elevada e avanço da colheita da terceira safra
O mês de julho foi marcado por quedas nos preços do feijão, segundo levantamento do Cepea. A pressão vem da oferta acumulada do ciclo 2024/25, somada ao avanço da colheita da terceira safra, que já abastece o mercado com lotes de qualidade superior.
De acordo com os pesquisadores, os valores atuais estão abaixo das médias registradas desde setembro de 2024. A situação reflete a abundância de produto disponível, mas também a maior exigência dos compradores, o que tem gerado oscilações regionais nos preços.
A seletividade dos compradores tem se intensificado diante da entrada de feijões mais novos e com melhor padrão de qualidade. Isso reforça a tendência de variação de preços entre as diferentes regiões produtoras.
Para os próximos dias, o Cepea destaca que o comportamento dos preços dependerá de três fatores: o ritmo da colheita, a qualidade dos novos lotes e a velocidade de reposição dos estoques pelos empacotadores. Esses elementos devem continuar influenciando o mercado no curto prazo.