Mercado de café ganha fôlego no início de 2026
Negociações de café ganham ritmo no Brasil após o recesso, com alta dos preços internos influenciada pela valorização externa e preocupações com a safra
Alta nos preços internacionais e necessidade de caixa dos produtores aquecem as negociações de café no mercado doméstico.
Após o recesso de fim de ano, as negociações de café voltaram a ganhar ritmo no mercado doméstico, segundo levantamentos do Cepea. Com isso, a liquidez aumentou gradualmente nas primeiras semanas de janeiro.
Ao mesmo tempo, os preços externos passaram por forte valorização. Como resultado, as cotações internas subiram e se aproximaram dos níveis buscados pelos produtores. Esse movimento favoreceu a retomada dos negócios no Brasil.
De acordo com o Centro de Pesquisas, a alta se intensificou a partir de 6 de janeiro. Naquele dia, os contratos futuros de café, com vencimento em março de 2026, avançaram 1.450 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures). Dessa forma, o volume comercializado no mercado interno aumentou.
Além disso, pesquisadores do Cepea apontam que o cenário climático teve papel central nesse movimento. A redução das chuvas em importantes regiões produtoras do Brasil elevou as preocupações com a safra 2026/27. Atualmente, a cultura está em fase de desenvolvimento e enchimento de grãos, sobretudo nas lavouras de arábica.
Outro fator relevante foi a valorização do real frente ao dólar. Esse comportamento cambial também contribuiu para sustentar as altas dos contratos futuros. Por fim, agentes consultados pelo Cepea relatam que, com a virada do ano, alguns produtores precisaram fazer caixa. Assim, a oferta aumentou e a liquidez do mercado foi reforçada.
