O poder de compra do suinocultor no estado de São Paulo voltou a registrar recuperação nesta parcial de outubro, interrompendo uma sequência de três meses consecutivos de deterioração na relação de troca. De acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a melhora nas margens decorre da valorização mais consistente do suíno vivo no mercado independente, combinada a uma alta menos expressiva nas cotações do farelo de soja e ao recuo verificado nos preços médios do milho no balcão paulista.
Conforme apontam os pesquisadores do Cepea, a sustentação das vendas reflete a expansão da demanda das famílias pela proteína suína na ponta do consumo doméstico. A busca do consumidor final por alternativas competitivas no varejo acelerou o escoamento nas gôndolas e, em consequência direta, levou as agroindústrias e frigoríficos a ampliarem as ordens de compra por novos lotes de animais para manter as escalas de abate em dia.
Exportação de carne suína cresce 6% e soma 1,19 mi de t
Demanda aquecida e oferta curta elevam cotações do suíno
Além do aquecimento da demanda, o ajuste pelo lado da oferta tem sido determinante para a sustentação dos negócios. Diante do quadro recente de sobreoferta que pressionava as margens, os suinocultores coordenaram esforços nas últimas semanas para reduzir o peso médio dos animais enviados ao frigorífico. A estratégia limita a quantidade final de carne disponibilizada por carcaça no mercado atacadista, mecanismo que tem fortalecido as cotações do suíno vivo nas negociações desde o encerramento do mês passado.
