O mercado futuro do milho opera em território negativo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) no intervalo desta manhã de quarta-feira, registrando perdas leves com o contrato com vencimento para dezembro cotado a US$ 4,81 por bushel, segundo informações divulgadas no boletim matinal da Granoeste Corretora. O recuo consolida a sequência de desvalorização iniciada no pregão anterior, quando os preços já haviam acumulado perdas mínimas.
De acordo com a análise da Granoeste Corretora, as cotações seguem em ajuste frente aos novos números do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O documento apontou um acréscimo de pelo menos 7,0 milhões de toneladas na safra norte-americana de milho, projetando a produção dos Estados Unidos em expressivas 407,3 milhões de toneladas.
Exportação de milho em MT recua mais de 30% em setembro
Milho opera estável em Chicago e balcão recua no Brasil
No campo norte-americano, os trabalhos de colheita cobrem 33% da área projetada, demonstrando um avanço semanal de 10 pontos percentuais, embora ainda se mantenham abaixo dos 39% apurados no mesmo período do ano passado.
Refletindo o recuo externo, os contratos futuros negociados na B3 (BMF) operam em baixa nesta manhã: a posição para novembro/26 trabalha cotada em R$ 67,80 por saca (frente ao fechamento anterior de R$ 68,95), enquanto o contrato com vencimento em janeiro/27 recua para R$ 71,75 por saca (contra R$ 72,90 da sessão prévia). No câmbio, o dólar comercial opera em valorização, cotado a R$ 5,05, após fechar o pregão anterior a R$ 5,022.
Pressão nos balcões regionais e ganho de ritmo nos portos
Nas praças de comercialização do interior do país, o ritmo dos negócios permanece restrito e com liquidez reduzida. As cotações domésticas encontram-se pressionadas tanto pela sequência de baixas na CBOT quanto pela volatilidade cambial recente, variáveis que interferem de forma direta no cálculo da paridade de exportação e nos valores oferecidos pelas tradings no balcão físico.
No âmbito regional, as indicações de compra no Oeste do Paraná situam-se na faixa entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca, variando de acordo com o prazo de pagamento acordado e a localização do armazém. Já no corredor de exportação do Porto de Paranaguá, as propostas de compra oscilam entre R$ 65,00 e R$ 68,00 por saca, igualmente condicionadas às escalas de embarque e aos termos de liquidação financeira.
Na ponta dos embarques externos, as projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicam que o Brasil deverá exportar cerca de 6,4 milhões de toneladas de milho durante o mês de outubro, superando os 5,6 milhões de toneladas registrados em outubro de 2025. No acumulado da atual temporada comercial — iniciada em fevereiro —, os dados da Secex apontam um volume despachado de 15,5 milhões de toneladas, patamar inferior às 19,7 milhões de toneladas contabilizadas em idêntico período do ciclo anterior.
