O mercado de suinocultura abriu o mês de outubro consolidando uma trajetória de valorização tanto para o animal em pé quanto para a carne processada nas indústrias e atacados. De acordo com acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações do suíno vivo e da carcaça operam em firme movimento de alta, sustentadas pelo fortalecimento da demanda interna e por uma disponibilidade limitada de lotes prontos para abate.
O movimento positivo estende-se também aos balcões de distribuição final. Pesquisadores do Cepea destacam que os preços dos cortes — que vinham operando descolados e defasados em relação à valorização recente das carcaças — passaram por correções e agora acompanham o ritmo de alta, restabelecendo o alinhamento das margens na ponta comercial.
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Suíno vivo atinge mínima histórica em SP com insumos em alta
No campo, a postura dos granjeiros tem sido decisiva para equilibrar as forças de mercado. Segundo os analistas do centro de pesquisas, os suinocultores têm mantido um controle rigoroso sobre o peso médio de entrega dos animais aos frigoríficos, estratégia que evita a formação de sobreoferta de carne no mercado doméstico e impede a pressão baixista típica de períodos de excesso de carcaças pesadas.
