A atuação conjunta de um cavado atmosférico e de um centro de baixa pressão sobre o oceano, alinhada à disponibilidade de calor e umidade, deixará o Sudeste brasileiro sob alerta máximo de chuva volumosa e tempestades severas nesta quinta-feira (15), segundo aponta a Climatempo. O sistema concentrará os maiores volumes de precipitação na faixa centro-leste de São Paulo — abrangendo a capital, a Grande São Paulo e os vales do Ribeira e Paraíba —, estendendo-se com intensidade a áreas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Paralelamente, o padrão de instabilidade espalha temporais com rajadas de vento de até 70 km/h pelo Centro-Oeste, enquanto o Norte assiste ao reforço das chuvas tropicais na Amazônia; na contramão, grande parte do interior nordestino mantém condição de calor extremo e índices críticos de umidade relativa do ar, muito embora o oeste baiano comece a registrar os primeiros episódios de precipitação da safra.
Região Sudeste:
Quarta-feira tem alerta de temporal e vento de 70 km/h
Previsão do fim de semana traz temporais e calor no país
O Sudeste concentra o quadro mais severo do dia devido à proximidade da baixa pressão oceânica e ao fluxo de umidade continental.
Em São Paulo, a precipitação começa cedo e se estende de maneira persistente. A faixa centro-leste demanda cautela redobrada, abrangendo a Região Metropolitana de São Paulo, o Vale do Ribeira, Itapetininga, Itu, Jundiaí e o Vale do Paraíba (com foco em São José dos Campos), onde há risco crítico de alagamentos, enxurradas e transbordamentos. No extremo oeste paulista, na divisa com Mato Grosso do Sul, a probabilidade de temporais é reduzida.
No Rio de Janeiro, as instabilidades ganham força ao longo do dia, provocando pancadas fortes acompanhadas de descargas elétricas na capital fluminense, Região Metropolitana, Costa Verde, Região Serrana e municípios do interior, sob contínua sensação de abafamento.
Em Minas Gerais, temporais isolados atingem o Sul de Minas, o Triângulo Mineiro e a Zona da Mata, intensificando-se entre a tarde e a noite com rajadas de vento e risco de alagamentos urbanos e rurais. A instabilidade avança ainda pelo centro e oeste mineiro, enquanto o extremo nordeste do estado segue com tempo seco e o norte enfrenta ventos de até 70 km/h. No Espírito Santo, a nebulosidade avança, com chuva concentrada no setor sul capixaba.
Região Sul:
O padrão meteorológico altera a distribuição da chuva no Sul. Com a perda de força das instabilidades sobre o interior do Paraná — onde as temperaturas voltam a subir na porção norte —, as precipitações mais pesadas deslocam-se para o litoral catarinense e gaúcho.
A faixa costeira do Rio Grande do Sul, sobretudo entre Rio Grande, Mostardas e Torres, além do nordeste gaúcho, requer atenção para pancadas moderadas a fortes e acumulados elevados. O quadro repete-se no litoral de Santa Catarina, cobrindo Criciúma e o norte de Florianópolis, com risco de temporais localizados e rajadas costeiras de vento que podem atingir 70 km/h no litoral médio gaúcho.
Região Centro-Oeste:
A atuação do cavado atmosférico sobre o centro-sul do país estimula convecção profunda no Centro-Oeste. As primeiras pancadas ocorrem pela manhã no noroeste e leste de Mato Grosso do Sul, centro-norte de Goiás, Distrito Federal e pontos de Mato Grosso.
No período da tarde, as tempestades expandem-se rapidamente em área e intensidade, trazendo temporais com granizo isolado para Goiás, Mato Grosso, DF e o norte sul-mato-grossense, alcançando as capitais Brasília, Goiânia e Cuiabá. O vento sopra forte, oscilando entre 50 e 70 km/h no nordeste mato-grossense e em Goiás, e entre 40 e 50 km/h nas demais faixas da região. O aumento da cobertura de nuvens provoca queda sensível nas temperaturas máximas, com exceção do norte de Mato Grosso e de Goiás.
Região Nordeste:
O ar seco e quente segue ditando o ritmo na maior parte do interior do Nordeste. Índices de umidade relativa do ar entre 12% e 20% colocam em alerta o leste do Piauí e o oeste de Pernambuco, com temperaturas máximas atingindo 39 °C no Sertão e Agreste alagoanos, além de calor intenso em Sergipe e no Piauí, inclusive em Teresina.
Entretanto, uma mudança na circulação atmosférica viabiliza o retorno gradual e irregular das precipitações ao oeste da Bahia, quebrando o período de estiagem e antecedendo uma organização mais ampla de chuvas no fim de semana. Há registro de pancadas também no extremo sul de Maranhão e Piauí. No litoral, a brisa marítima sustenta chuvas passageiras entre o Maranhão e o Rio Grande do Norte e de Sergipe à Paraíba, com ventos de até 70 km/h no oeste e nordeste baianos.
Região Norte:
A combinação clássica entre calor tropical e vapor dágua abundante mantém o Norte sob regime de temporais localizados. O Amazonas, incluindo Manaus, assiste ao avanço progressivo das chuvas, com aviso de tempo severo para o sudeste do estado e o sul do Pará.
Instabilidades moderadas a fortes cobrem Acre e Rondônia, ao passo que Roraima registra precipitações no quadrante sul. No Tocantins, a chuva atinge a porção central, arredores de Palmas e o sul do estado, onde rajadas de vento podem chegar a 70 km/h. O Pará também apura chuvas nas porções sudoeste e oeste, restando o norte do Amapá sob chuva fraca e pontual.
