O mercado doméstico de tilápia encerrou o mês de setembro caracterizado pela estabilidade das cotações na maior parte das regiões produtoras monitorizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Conforme apontam os pesquisadores do centro, o comportamento lateralizado dos preços resultou de um quadro de equilíbrio entre os volumes ofertados pelos piscicultores e o ritmo de absorção por parte dos frigoríficos e distribuidores, mantendo as negociações em ritmo pausado.
Por outro lado, o comércio exterior trouxe fôlego renovado para a cadeia produtiva da piscicultura. As exportações brasileiras de tilápia — englobando cortes frescos, congelados e derivados secundários — retomaram a trajetória de expansão em setembro, interrompendo uma sequência de dois meses consecutivos de retração nos volumes embarcados.
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De acordo com números oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Cepea, os embarques do pescado totalizaram 1.397 toneladas durante o mês. O resultado representou um acréscimo de 4,1% na comparação com agosto e um salto expressivo de 100,8% frente a setembro de 2025, quando as vendas externas operavam em patamares substancialmente mais enxutos.
A duplicação dos embarques em relação ao mesmo período do ano anterior reforça a competitividade do pescado brasileiro no mercado internacional, especialmente no fornecimento de subprodutos e filés frescos para mercados de alto consumo na América do Norte, abrindo espaço para a expansão de abates em polos produtivos consolidados do país.
