Os embarques brasileiros de carne de frango alcançaram uma marca sem precedentes no comércio exterior. De acordo com dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o país registrou entre julho e setembro o maior volume exportado em um único trimestre em toda a série histórica da pasta, iniciada em 1997.
Ao longo do terceiro trimestre de 2026, as indústrias avícolas nacionais enviaram ao mercado externo 1,51 milhão de toneladas da proteína, volume que representa uma expansão de 2,2% na comparação direta com o trimestre imediatamente anterior.
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O desempenho do período foi consolidado pelo forte ritmo mantido na reta final do intervalo. Em setembro, as exportações totalizaram 500,3 mil toneladas, figurando como o quarto melhor resultado mensal de 2026. A marca representou avanço de 1,6% em relação a agosto e crescimento de 3,7% frente a setembro de 2025.
Superação de embargos sanitários e retomada dos fluxos
Pesquisadores do Cepea destacam que o avanço observado na comparação anual precisa ser contextualizado pela recuperação gradual dos fluxos comerciais. Em setembro de 2025, os frigoríficos brasileiros ainda operavam em fase de recomposição das vendas externas, após enfrentarem quatro meses consecutivos de restrições pontuais em decorrência de um foco comercial de gripe aviária (Influenza Aviária de Alta Patogenicidade) detectado no município de Montenegro (RS), em maio daquele ano.
A superação completa dos embargos temporários e a revalidação dos protocolos sanitários com compradores internacionais permitiram ao Brasil restabelecer a regularidade dos embarques ao longo de 2026. A consolidação de médias mensais ao redor de 500 mil toneladas reforça a posição do setor produtivo brasileiro como fornecedor global indispensável de proteína avícola em um momento de recomposição de estoques nos principais mercados parceiros.
