Em evento realizado nesta semana - segunda (5), na capital paulista -, o professor da Unesp, Geraldo Papa, assinalou que alternar o uso de defensivos agrícolas, que contenham princípios ativos diferentes, é uma medida crucial no manejo de pragas das lavouras, com o objetivo de reduzir o risco de se criar resistência dos insetos-alvo às tecnologias. "Ao mesmo tempo, a diversificação estende a vida útil das moléculas dos produtos para proteção dos cultivos", disse.
Segundo o professor, a média de aplicação de defensivos nas lavouras de soja no Brasil Central fica aproximadamente entre 5 a 7 vezes por ciclo, enquanto que na região do Pampa Úmido da Argentina e no Corn Belt norte-americano não passa de 1.
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"Isso é devido ao nosso clima tropical, que favorece reprodução e desenvolvimento das pragas. Nos Estados Unidos, o inverno rigoroso já é um inimigo natural delas", explicou.
Na oportunidade, o executivo da UPL na linha de inseticidas, Leandro Valerim, lembrou, ainda, que o uso praticamente ininterrupto da terra no Brasil, com sucessivas safras numa mesma área, é uma característica positiva do ponto de vista de produção - que não se repete em outros países -, mas que traz alertas.
"A sucessão de culturas cria a chamada ponte verde das pragas de um plantio para o outro. O percevejo que estava na soja vai para o milho segunda safra, e assim por diante. Por isso, a alternância de produtos é fundamental."
