O movimento de alta nos preços dos ovos, registrado entre fevereiro e março, perdeu força em abril, dando lugar a um cenário de queda nas cotações. Na parcial do mês, até o dia 29, os preços acumulam recuo de até 14% nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.
Com isso, os valores atingiram o menor patamar real para o mês de abril nos últimos quatro anos em diversas praças do país, sinalizando uma mudança importante na dinâmica do mercado.
Poder de compra de avicultores cai pelo segundo mês consecutivo em SP
Preço do ovo em agosto é o menor em termos reais desde 2020
Demanda fraca pressiona cotações dos ovos no atacado e nas granjas
Oferta elevada pressiona mercado
Segundo o Cepea, a retração está diretamente ligada ao desequilíbrio entre a oferta interna e a demanda pela proteína. A disponibilidade de ovos no mercado se manteve elevada, enquanto o consumo perdeu força ao longo do mês.
Na segunda quinzena de abril, esse cenário se intensificou com a redução no ritmo das negociações, refletindo uma menor movimentação entre os agentes do setor.
Consumo enfraquecido agrava queda
Outro fator que contribuiu para a pressão sobre os preços foi o impacto do feriado prolongado de Tiradentes. O período reduziu a reposição de estoques por parte de atacadistas e varejistas, em um momento de consumo mais retraído na ponta final da cadeia.
Com menor demanda no varejo, o escoamento da produção perdeu ritmo, ampliando o efeito de queda nas cotações.
Cenário exige atenção do produtor
Diante desse contexto, o mercado de ovos entra em um período de maior cautela. A combinação entre oferta elevada e consumo enfraquecido tende a manter pressão sobre os preços no curto prazo, exigindo dos produtores atenção redobrada às estratégias de comercialização e gestão da produção.

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