Os contratos futuros do milho operam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na manhã desta terça-feira, cotados a US$ 5,29 por bushel no vencimento dezembro, registrando desvalorização de 4 pontos, de acordo com o boletim matinal da Granoeste Corretora. O recuo devolve a valorização da sessão anterior, quando o mercado havia avançado entre 2 e 3 cents. O principal vetor de pressão internacional é o ritmo acelerado de colheita no Meio-Oeste dos Estados Unidos, embora a previsão de chuvas intensas nos próximos dias possa impor pausas operacionais às máquinas em diversas regiões produtoras.
Grãos ardidos no milho ameaçam renda e exigem manejo
Milho opera em leve alta em Chicago com estoques menores
No mercado de derivativos da B3, os contratos futuros também acompanham o viés de retração externa. O vencimento setembro trabalha em R$ 69,65 por saca, ante o fechamento prévio de R$ 69,80, enquanto a posição novembro opera a R$ 75,80 por saca, frente aos R$ 76,39 da véspera. No câmbio, o dólar comercial registra perdas pontuais, cotado a R$ 5,13, após encerrar a última sessão negociado a R$ 5,148.
Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que a colheita norte-americana atingiu 8% da área prevista, superando os 7% apurados no mesmo intervalo de 2025 e os 6% da média histórica de cinco anos. O levantamento também revelou que 42% das lavouras completaram a maturação fisiológica, ante 39% do ano anterior. No campo sanitário, o órgão apontou melhora semanal de um ponto percentual: 57% das áreas foram classificadas como boas ou excelentes (contra 56% na semana passada), 26% regulares e 17% em condições ruins ou péssimas. Em igual ponto de 2025, os índices eram de 67%, 24% e 9%, respectivamente.
Produtor comedido e indústria abastecida travam o mercado nacional
No mercado físico brasileiro, a comercialização do cereal mantém um ritmo lento e defensivo. Conforme detalha a Granoeste Corretora, os agricultores mantêm postura comedida na disponibilização de lotes, sustentando a expectativa de preços mais remuneradores ao longo do segundo semestre. A tranquilidade dos vendedores é garantida pelo fim da colheita da safrinha, que eliminou a urgência por espaço estático de armazenagem nas fazendas e cooperativas.
Do lado comprador, o cenário é de total serenidade:
Indústrias estocadas: Esmagadoras, usinas de etanol e indústrias de ração contam com posições abastecidas para o curto prazo e atuam de forma pouco agressiva no balcão;
Preços no interior paranaense: As indicações de compra no Oeste do Paraná oscilam na faixa entre R$ 62,00 e R$ 64,00 por saca, dependendo da praça e dos prazos financeiros acordados;
Porto de Paranaguá: As referências de compra para exportação transitam entre R$ 71,00 e R$ 73,00 por saca para entrega programada;
Plantio de verão acelerado: Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o plantio da safra de milho verão 2026/27 já alcança 17,6% da área nacional, ritmo superior aos 14,7% de 2025 e à média histórica de 14,4%.
A distância entre os valores pretendidos pelos produtores e as propostas dos compradores mantém a liquidez doméstica reduzida neste início de semana.
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