Os contratos futuros do milho operam em leve alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na manhã desta segunda-feira, cotados a US$ 5,31 por bushel para o vencimento dezembro, de acordo com o relatório de mercado divulgado pela Granoeste Corretora. Na sessão anterior, o mercado encerrou com perdas moderadas de 3 a 4 pontos, após registrar oscilações intensas logo após a divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), quando chegou a subir 12 centavos antes de ceder à fraqueza de mercados correlatos.
No ambiente doméstico de derivativos, a B3 registra o vencimento setembro cotado a R$ 69,90 por saca (frente ao fechamento anterior de R$ 69,92), enquanto a posição novembro trabalha a R$ 75,95 por saca, ante os R$ 76,17 da sessão passada. No câmbio, o dólar comercial avança para o patamar de R$ 5,16, contra o encerramento anterior de R$ 5,123.
Preços do milho recuam com compradores abastecidos no país
Colheita do milho safrinha chega a 94,9% da área em MS
O levantamento do órgão norte-americano oficializou um corte expressivo na produção de milho dos Estados Unidos, embora o ajuste tenha ficado ligeiramente abaixo das projeções mais severas dos analistas privados. A colheita norte-americana está estimada em 401,3 milhões de toneladas, ante as 406,7 milhões projetadas em agosto e as 400,5 milhões esperadas pelo mercado, recuando frente ao recorde histórico de 432,3 milhões obtido na safra passada. No fim da tarde desta segunda-feira, o órgão atualiza o avanço da colheita, que na semana anterior marcava 5% das lavouras.
Os estoques finais norte-americanos encolhem para 39,8 milhões de toneladas em 2026/27, frente a 49,6 milhões do ciclo corrente. Em escala mundial, as reservas descem de 301,4 milhões para 272,1 milhões de toneladas. Para o Brasil, a estimativa do USDA é de 141 milhões de toneladas na safra atual com exportações de 40 milhões (corte mensal de 2 milhões), projetando 139 milhões de toneladas e embarques de 43 milhões para o ciclo subsequente.
Silos acomodados e indústria abastecida travam o mercado nacional
No mercado físico brasileiro, o compasso de comercialização segue em ritmo cauteloso e de baixa liquidez. A análise da Granoeste Corretora aponta que os produtores administram a oferta de forma comedida na tentativa de capturar cotações superiores na entressafra, amparados pelo fim da colheita da safrinha, que tirou a pressão imediata por espaço estático nos armazéns.
Na outra ponta da cadeia, a demanda atua sem urgência:
Indústrias confortáveis: Fábricas de ração e esmagadoras operam com escalas de abastecimento supridas por compras passadas, evitando posturas agressivas no spot;
Preços no interior paranaense: Indicações de compra no Oeste do Paraná mantêm-se na faixa entre R$ 63,00 e R$ 65,00 por saca, oscilando segundo prazos e distância dos armazéns;
Porto de Paranaguá: Cotações para exportação transitam entre R$ 71,00 e R$ 73,00 por saca, balizadas pela alta cambial e pelas exigências de entrega.
A postura defensiva de ambos os lados mantém o mercado travado, com as cotações amparadas pela valorização da paridade portuária e pela perspectiva de estoques mundiais mais enxutos.
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